...caminhamos num momento muito interessante, observe como está seu momento? seus desejos, suas vontades....
Hoje a noite iniciamos o contato com a energia da quebra e destruição do Bezerro de Ouro...mais do que meditar, voce deve estar bem consciente que é um dia de introspecção, quietude, amorosidade para consigo mesmo, pois é hora de arrependimento.
Bezerro de ouro é o resultado da crise de si mesmo. Por vivermos num mundo de imagens, os sabios da Kabbalah nos dizem que a sua construção é realizada a cada dia que deixamos de nos perceber e nos valorizar. Bezerro em hebraico é " EGueL -70,3,30" a mesma numerologia da palavra redondo "AGoL- 70,3,30". Dizem que faziam circulos em volta do bezerro, alem dele estar ligada a coluna da esquerda do sistema Zodiacal. E este lado, é o lado da vestimenta, da coberta que oculta a essencia, o nucleo, assim como é a letra SAMECH (60), e que é redonda.
Quando depositamos nossa atenção, nosso olhar em algo externo, deixamos de perceber o mundo interno, de organizar o mundo interno....então....
Silencie seu coração nos proximos dias, reze para Baruch HaShem ( Bendito NOME), LIGUE UMA LUZ, acenda uma vela, ore, tenha kavaná... e peça... fale este mantra.. principalmente a partir de sexta feira...
" Eu .(seu nome) desejo a Tua Cura Meu D´us, Baruch HaShem,
Eu...................................(seu nome) desejo que me cure, e retire todas os elementos negativos de meus corpos fisico, emocional, mental
e espiritual em nome de Pinchas, teu servo!
Amen, amen.
Lovado Seja Teu Nome."
MEM, HEH, SHIN
Repasso este texto!
Neste sábado – a apenas alguns dias de hoje -- estaremos em um dos dias mais poderosos de todo o ano. Trata-se do Shabat de cura profunda.
Em hebraico, é chamado “Pinchas”. (Não se desespere se você não conseguir pronunciar corretamente).
Esta porção específica da Torá irradia a Luz e a Energia de Cura.
Adicionalmente à cura, essa porção também oculta a causa e as verdadeiras origens das doenças do coração e de todas as enfermidades.
E ainda mais impressionante é que estes antigos segredos de cura são idênticos a recentes insights que a comunidade médico-científica vem tendo.
Para descobrir estes extraordinários segredos, precisamos nos voltar para o livro que os contém – o antigo e Sagrado Zohar.
Ali encontraremos o Santo Graal da medicina – a cura genuína para toda doença e enfermidade humana.
Você está pronto para conhecer a verdadeira causa da doença?
Você está pronto para descobrir o remédio definitivo para sanar e curar todas as doenças?
Ótimo
OS SEGREDOS DO ZOHAR
Agora vamos abrir o antigo Zohar e revelar alguns dos insights mais constrangedores e profundos sobre as doenças cardíacas e todas as formas de enfermidades.Ah, a propósito, enfermidade inclui doença no trabalho, uma indisposição em algum relacionamento e todas as doenças emocionais, tais como ansiedade e depressão. Em outras palavras, eliminar nossas aflições financeiras, resolver nossos problemas conjugais e acertar nossas mágoas mentais são todos considerados parte do processo de cura, de acordo com o Zohar.
Simplesmente são nossos débitos cármicos que determinam se a “doença” atacará o corpo, os negócios, o quarto de dormir ou o cérebro. (Tente dizer isso ao seu médico, contador, conselheiro matrimonial ou psiquiatra).
Uma última coisa antes de nos concentrarmos no Zohar – tenha em mente que isso é apenas um pequeno vislumbre da profundidade da sabedoria e do poder que se encontram bem dentro dessa porção da Torá.
A idéia aqui é mostrar-lhe um exemplo dos incríveis insights do Zohar, a fim de que você comece a apreender o Poder da Cabala e sua capacidade de curar e transformar nossas vidas e este mundo.
(Para descobrir mais, leia apenas o Zohar em inglês, Volume 20 – especialmente as seções chamadas “Relevância dessa Passagem”. As “Relevâncias” precedem cada seção do Zohar e elas ajudam a explicar a passagem. Em Pinchas, essas “Relevâncias” são bem bombásticas).
DOENÇAS DO CORAÇÃO E ZOHAR
Vamos começar com alguns insights simples sobre as Doenças do Coração:
Considere o seguinte: somente há alguns poucos anos atrás, a ciência médica não tinha qualquer idéia de que os níveis de colesterol estivessem relacionados sob qualquer aspecto com as doenças do coração.O ano era 1959. O FDA (Food and Drug Administration, agência americana para o controle de alimentos e medicamentos) publicou um relatório que dizia:
"O papel do colesterol nas doenças cardíacas e arterianas não foi estabelecido. Uma relação causal entre níveis de colesterol no sangue e essas doenças não foi comprovada."
Levou até os anos 80 para que a ciência finalmente se desse conta de que o colesterol, a gordura no sangue e os bloqueios nas artérias estavam relacionados a doenças do coração. E foi somente alguns poucos anos depois que a ciência confirmou que havia DOIS tipos de Colesterol: O Bom Colesterol e O Mau Colesterol.
O ano era 1984.
Em um relatório publicado pelo Governo dos Estados Unidos, que o Instituto Nacional de Saúde entitulava:
“Baixando o Colesterol no Sangue para Prevenir Doença Cardíaca — 1984 Dez 10-12" ...eles basicamente afirmavam o seguinte:
- Colesterol é uma substância gordurosa e existem dois tipos: - O colesterol LDL é conhecido como “mau” colesterol e tende a entupir os vasos sanguíneos- O colesterol HDL é chamado “bom” colesterol e pode realmente ajudar a desentupir as artérias. O relatório do NIH (sigla em inglês para Instituto Nacional de Saúde) afirma: "As partículas LDL, quando presentes em excesso no sangue, são depositadas em tecidos, e formam a maior parte de uma estrutura na parede da artéria para formar a placa aterosclerótica. Aterosclerose estreita os canais das artérias coronarianas, os vasos que fornecem a maior parte do suprimento sanguíneo ao músculo cardíaco”. Em outras palavras, um excesso de mau colesterol bloqueia nossas artérias, constrangendo assim o fluxo sanguíneo. Uma falta de fluxo sanguíneo pode causar ataques cardíacos, enfartes e a morte. A ciência logo se deu conta de que o bom colesterol poderia realmente ajudar a prevenir ataques cardíacos, porque o bom colesterol na verdade remove o mau colesterol das artérias. E então, há apenas alguns poucos anos atrás, a ciência também descobriu que existem dois tipos de gordura – as boas gorduras e as más gorduras. As boas gorduras são chamadas ácidos gordurosos ômega-3. Agora, confira esse trecho: "Quanto mais alta a quantidade de ômega-3, menor a possibilidade de uma doença cardíaca. Essa relação era ainda mais forte no caso de mortes coronarianas.”
— Journal of the American Medical Association
Assim, temos a ciência nos dizendo que as gorduras boas e o bom colesterol (que também é gordura) podem realmente ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas, e que o excesso de má gordura e mau colesterol pode bloquear nossas artérias e causar assim doenças do coração.
O antigo Zohar, quando comenta esta porção da Torá, diz exatamente a mesma coisa.
Confira: “…no corpo existem partes puras e impuras de gordura, sangue limpo sem matéria contaminada e sangue impuro com matéria contaminada…” —Zohar Vol. 20, 40:220
De acordo com o Zohar, doença cardíaca, dano cerebral e morte irão ocorrer se nossas artérias contiverem altos níveis de “gorduras impuras”. Não é preciso um cirurgião do cérebro para constatar que as “gorduras puras” são as gorduras boas e o bom colesterol, e que as gorduras impuras são as gorduras más e o mau colesterol. Material bastante impressionante.
De acordo com o Zohar, nossas emoções negativas, notadamente a raiva, a ira, o ego e todos os impulsos reativos, manifestam-se em nosso fígado, e essa é a causa por detrás da doença cardíaca e da morte. Um insight notável é dado pelo Zohar: “Do fígado e do apêndice surge a bílis, que é a espada do Anjo da Morte, do qual advêm gotas amargas para matar os seres humanos.” —Zohar Vol. 20, 60:364
O Zohar diz que a bílis: “…envolve as artérias do coração e todas as artérias nos membros do corpo…” —Zohar Vol. 20, 60:365
Impressionantemente, a bílis é definida no dicionário Merriam Webster tanto como “bile” quanto como “amargor de espírito” ou “rancor.” Percebeu?
Bílis se refere ao espírito amargo de uma pessoa e também significa a “bile” do fígado.Agora, adivinha...
O fígado secreta bile, e seu componente primário é o colesterol! A doença cardíaca ocorre quando o mau colesterol “sobrepuja” e entope nossas artérias.
O Zohar também diz que nosso comportamento – amargo ou agradável – determina se nosso fígado “oferece ao coração” gorduras puras ou impuras.
Primeiramente, a ciência ainda nem cogitava que nosso fígado removesse a gordura do sangue, até que o biólogo suíço Albrecht von Haller descobriu no século 19 que a bile do fígado ajudava a digerir gorduras – 1800 anos depois do Zohar!
Sobre esse tema, o Zohar afirma:“E se o fígado quiser oferecer partes gordurosas que são ritualmente impuras ao coração, ele pega somente a gordura de uma parte gordurosa ritualmente pura”
Que afirmação poderosa, do ponto de vista médico!
O Zohar está nos ensinando que quando nos comportamos com egocentrismo, o fígado oferece mais colesterol mau para o coração. As forças negativas que pairam no fígado pegam então nossa gordura pura, baixando assim nosso bom colesterol.
Quando resistimos aos nossos impulsos egocêntricos e reativos, o fígado então oferece a gordura pura, o bom colesterol, e o sangue puro ao coração, e o fígado digere a má gordura e as toxinas do sangue.
RESUMINDO TUDO ISSO
O Zohar oferece dezenas de passagens mais poderosas que explicam a função do fígado, da doença cardíaca, do câncer, etc, mas por razões óbvias, não conseguimos enumerá-las todas nesse e-mail. Então, qual é a origem de todas as doenças?
Nosso comportamento em relação aos outros.
Aqui está. Goste ou não goste. Não são os alimentos que ingerimos. Não é nossa alimentação.
E no final das contas, não se trata do nosso DNA ou dos nossos genes.
Essas são meras ARMAS, utilizadas pelas forças negativas para aplicar julgamento sobre nós – julgamento que provocamos através de nossas próprias ações de ego e intolerância. Mas quem puxou o gatilho para ativar a doença e para permitir que esses alimentos ou esses genes nos matassem?
Nós próprios. Em outras palavras, o Zohar pergunta:
Por que uma alma escolheu um corpo com um DNA específico e uma predisposição a uma determinada doença?
E por que alguns genes que causam doenças são ativados e algumas vezes permanecem latentes?
Por que uma pessoa que fuma 4 maços por dia tem um ataque do coração, mas uma outra que fuma 5 maços por dia vive até os 110 anos de idade?
Aqui está a resposta do Zohar:
Um assaltante desconhecido atira em alguém em uma viela escura e o mata. O relatório final da polícia, que custa ao contribuinte um monte de dinheiro, descreve COMO a arma funciona e opera; como a pressão do ar movimenta a bala através da câmara, etc. Uma informação bem inútil, certo?
Por quê? Porque na próxima semana, o assassino ataca novamente, atirando e matando uma outra pessoa.
Dessa vez temos um outro relatório policial, que custa ao contribuinte uma outra fortuna, que explica COMO uma bala e a pólvora funcionam.
Mas a Cabala diz, quem se importa como funciona uma arma? Quem se importa com a mecânica de uma bala ou da pólvora em uma arma?
O revólver é apenas uma arma. A bala é simplesmente uma outra arma.
Ao invés disso, queremos saber:
QUEM DISPAROU O GATILHO? QUEM DISPAROU O GATILHO? QUEM DISPAROU O GATILHO?
Do momento em que a polícia pegue o verdadeiro assassino, a causa raíz dos assassinatos termina. As armas não podem matar por si próprias.Todos esses infindáveis relatórios médicos que lemos todos os dias nos jornais referentes às causas das doenças cardíacas perdem totalmente o foco! Totalmente. Completamente.
Eles simplesmente descrevem as várias armas que foram utilizadas para nos matar, seja nosso DNA ou um sanduíche de pastrami gorduroso. Em segundo lugar, o Zohar explica que "bloqueios em nossas artérias" também podem ocorrer em outras áreas de nossas vidas.
No final das contas, todas as doenças da sociedade possuem uma causa raíz.
Essencialmente, todos os nossos relacionamentos na vida são artérias”. Logo, os bloqueios podem ocorrer em um relacionamento conjugal.
Por exemplo, quando esta artéria particular está bloqueada, amor e paixão não conseguem mais fluir entre marido e mulher. Chame de ataque cardíaco ou morte de um casamento.
Nossos diversos relacionamentos comerciais também são artérias.
O dinheiro que flui para nós através dos negócios que fazemos em nosso trabalho, viaja através dessas artérias. Quando elas estão bloqueadas, então a boa sorte deixa de fluir para nós. Ou se trapaceamos nos negócios, os bloqueios podem acabar nas artérias físicas do nosso corpo. Podemos prosperar nos negócios, mas pagamos por isso com um endurecimento das artérias.
Todos os relacionamentos do mundo entre pessoas, entre sócios de negócios, entre comprador e vendedor, irmão e irmã, marido e mulher, pais e filhos, entre uma nação e outra, são todos artérias espirituais que podem tornar-se bloqueadas e causar doenças quando os humanos se comportam com intolerância uns com os outros.
Cada vez que você interage com alguém em sua vida, amigo ou estranho, inimigo ou membro da família, você está afetando as “artérias” em sua vida e no mundo. Se seu comportamento nesses relacionamentos é governado por impulso reativo e interesse próprio, isso cria um “depósito de gordura”. Se esses bloqueios continuam a crescer e não são acertados, a “doença” se instala.
A “doença” pode então manifestar-se como pobreza, guerra, divórcio, filhos nas drogas, família disfuncional, terrorismo global ou um velho ataque cardíaco!
Mas no final, é nosso comportamento que determina a boa saúde ou a doença.
E sabe do que mais? Sente-se. Acalme sua alma. Abra seu coração.
Deixe todas as suas dúvidas de lado, só por um instante.
Deixe de lado todas as suas noções preconceituosas sobre a vida e a morte, cura e medicina e todos os condicionamentos sociais e influências culturais que têm impactado sua vida.
Fique quieto. Agora leia isso cuidadosamente... É tão fácil culpar a comida ou a alimentação, a natureza ou os sócios de negócios desonestos, os genes ou os motoristas bêbados, ou nossos inimigos por nossa dor e sofrimento.
É tão absurdamente fácil concentrar-se na arma e não no culpado.
O tipo de abordagem à vida nos absolve de toda responsabilidade pessoal. Afinal de contas, quem quer se olhar no espelho?
Então como nos curamos da doença?
Bem, o primeiro passo é a responsabilidade. E esse é, inquestionavelmente, o passo mais difícil a ser tomado.
Precisamos perder o cacoete de vítimas.
Precisamos compreender que foi algo que fizemos, nesta ou em outra vida, que causou a doença. Uma vez que tenhamos assumido a responsabilidade – 100% - então, e só então, as ferramentas da Cabala irão despertar a Luz do Criador a fim de que possamos ser curados!!!! Agora, algumas dessas ferramentas poderosas incluem: * Escutar a Leitura da Torá (especialmente esse fim de semana) todo sábado.
v Meditar / escanear o Zohar (especialmente o Volume 20 e 21 chamados "Pinchas") -leia a Torá, caso não tenhas o Zohar.
v Participar da Terceira Refeição no Shabat (de acordo com os Cabalistas melhora o sistema imunológico da forma mais poderosa possível).
* Tome uma Água sagrada/santificada (alimenta e cura as células do nosso corpo, melhora o sistema imunológico, limpa bloqueios negativos)
* Fazer Caridade (de acordo com o Zohar e o Talmud, caridade – quando dói – pode salvar uma pessoa da morte. Precisamos dizer mais?) Talvez a ferramenta mais poderosa de cura ocorra neste Sábado quando a porção da Torá chamada Pinchas será lida.
Só escutar esta leitura da Torá com o coração aberto e remorso por nossas más ações dispara as mais impressionantes forças de cura.
Você quer saber a verdade?
Você pode lidar com ela?Se você acha que sim, leia esse próximo parágrafo bem devagar…
Se pudéssemos realmente ver e perceber as forças espirituais e a Luz que é despertada durante a leitura da Torá neste final de semana, perderíamos nosso livre arbítrio em um segundo. As pessoas ficariam em fila por 40 quadras para entrar no prédio a fim de ouvir a leitura da Torá. Mas não podemos vê-lo facilmente ou fisicamente. Não nos é permitido fazê-lo. Nós pedimos ao Criador que ocultasse essa Luz, a fim de que pudéssemos trabalhar duro e superássemos nossas dúvidas a fim de revelar essa Luz. Desta forma nos tornamos a causa da nossa cura e somos a causa e os criadores da nossa própria alegria.
Aliás, tocamos em outra idéia crítica – a idéia do “remorso”. O remorso está intimamente ligado à idéia de responsabilidade e é um pré-requisito para ativar todas as ferramentas acima mencionadas.
Sem isso, as ferramentas não funcionam.
Colocado de forma simples, o Zohar diz que a chave para a cura e a ativação de todas as ferramentas da Cabala é:
“um espírito alquebrado; um coração alquebrado e contrito…”
Isto é, temos que assistir o Shabat Pinchas e ouvir a leitura da Torá com: arrependimento em nossa alma pelas indignidades que demonstramos para com os outros; um coração alquebrado pelo desrespeito e a incivilidade que infligimos sobre amigos e familiares; e um profundo remorso e reconhecimento do nosso comportamento descortês e abusivo. Quando tomamos Água, escaneamos o Zohar, fazemos caridade, ou participamos da 3a. refeição de Shabat com o espírito alquebrado e o coração contrito, então nos tornamos limpos e purificados, tendo atingido toda a bondade, Luz e cura que são liberados por essas surpreendentes ferramentas.
E lembre-se, em cada passo do caminho estarão as forças negativas, para implantar a dúvida e a descrença dentro de você.
A batalha da dúvida é uma luta sua.
Está ligada à idéia de livre arbítrio. Mas pelo menos, por agora, em um simples e-mail, foram-lhe fornecidos os mais poderosos insights e ferramentas no mundo para curar verdadeiramente seu corpo, sua alma, seus relacionamentos e esse mundo inteiro.
O resto é com você.
BOA SORTE... MAZAL TOV!
Neste espaço vamos percorrer os mundos subterrâneos de nosso Inconsciente. Vamos encarar nossa Sombra. Vamos discutir e compartilhar Magia. Vamos aprender a andar em locais escuros e sombrios. Vamos vencer nossos medos. Vamos incorporar tudo isso como parte de nós mesmos. Enfim, vamos aprender a crescer na adversidade.
domingo, setembro 10, 2006
sexta-feira, setembro 01, 2006
Banhos Mágicos
BANHOS PARA LIMPEZA E ENERGIZAÇÃO
Agora vou descrever alguns banhos que utilizo e recomendo às minhas clientes, com eficiência comprovada.São receitinhas de fácil manipulação, onde em muitas receitas você poderá utilizar os ingredientes que você já possui em sua casa.São ótimos para você usar antes de suas consultas e depois para limpeza de seu corpo energético. Poderá também recomendá-los às suas clientes, será uma forma de ajudá-la a melhorar as suas energias, limpar e energizar seu corpo vibracional
Os banhos energéticos são utilizados para remoção de energia pesada do corpo espiritual. São banhos simples, feitos com ervas, flores ou especiarias utilizadas na culinária de nosso dia-a-dia. É bom lembrá-lo de que estes banhos devem ser tomados da cabeça aos pés. 0 sal grosso poderá e deverá ser usado combinado com ervas ou especiarias..
Alecrim - É excelente para nos livrar daquela sensação de cansaço, fadiga e desânimo. É ótimo para quem estuda. Usa-se macerado se a erva estiver fresca ou em infusão se a erva estiver seca. Alem de ser estimulante ajuda a espantar as energias negativas, tanto espirituais quanto físicas.
Canela - A canela tem a fama de ser a especiaria da prosperidade e do dinheiro. Use-a combinada com a noz-moscada ralada, erva-doce, louro, cravo-da-índia e açúcar mascavo para atrair a positividade em todos os sentidos. Usada sozinha, a canela atraí fartura, acalma e estimula a atividade mental.
Manjericão - Auxilia nos tratamentos destinados desinibição sexual. Usa-se misturado a uma porção igual de orégano. Faz se a infusão em 1 litro de água fervente, com as ervas secas.
Noz-moscada - É uma especiaria que carrega as energias de Júpiter, o planeta da expansão. Usa-se moída numa receita combinada com salsa desidratada e erva-doce. Fazemos a infusão, pois as ervas são secas.
Bicarbonato de Sódio - Auxilia o sono, diminui a irritabilidade e o descontrole. Usa-se misturado ao sal marinho, em partes iguais, num banho que deve ser tomado à noite, antes de dormir, porque estes
ingredientes juntos praticamente vão te deixar sonolento , relaxando profundamente.No dia seguinte, faça um banho energético com um punhado de casca de laranja frescas, misturados a água fervente, jogue-o da cabeça aos pés.
Vinagre - Contra a energia negativa de algumas pessoas. É usado como tônico para a pele. Misture ao sal, numa proporção de 1 xícara de vinagre para cada colher de sopa de sal marinho, misturado a cinco litros de água. ( ótimo feito em banheira), também deverá ser usado se você tem perto de você pessoas vampiros, que sugam suas energias.
Eucalipto -. Macere um punhado de folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente. Tome o banho da cabeça aos pés, para ter alegria, fortalecer a vontade e acabar com a apatia em todos os sentidos.Poderá usar com água fervente para trabalhar problemas respiratório( inalando).
Flores de Murta ou Dama da Noite-. devem ser colocada de molho na água fria e dormir uma noite inteira sob a luz da Lua Cheia. No dia seguinte, este banho toma os primeiros raios do Sol e, antes do meio dia, você deverá usá-lo. É excelente para atrair vibrações positivas de outras pessoas.
Algodoeiro Gigante - Macera-se as folhas do algodoeiro gigante para um banho, que visa favorecer a concessão de favores de pessoas influentes.
Café - duas xícaras de chá com café bem forte, misturamos a cinco litros de água e nos banhamos da cabeça aos pés. É ótimo para fazer cessar pesadelos e a sensação de que estamos sendo seguidos ou observados por "outras pessoas".Ótimo para livrar de influencias psíquicas, formas de pensamento, obsessões.
Sal Marinho - Indicado contra quebranto ou olho gordo, corpo pesado.
Cebola- Se você acordou de mau-humor e baixo astral poderá utilizar a cebola em saladas, ou mesmo um banho tem a propriedade de dar uma chacoalhada na pessoa.
Esta mensagem foi enviada por Roserley Macedo, pelo orkut.
Agora vou descrever alguns banhos que utilizo e recomendo às minhas clientes, com eficiência comprovada.São receitinhas de fácil manipulação, onde em muitas receitas você poderá utilizar os ingredientes que você já possui em sua casa.São ótimos para você usar antes de suas consultas e depois para limpeza de seu corpo energético. Poderá também recomendá-los às suas clientes, será uma forma de ajudá-la a melhorar as suas energias, limpar e energizar seu corpo vibracional
Os banhos energéticos são utilizados para remoção de energia pesada do corpo espiritual. São banhos simples, feitos com ervas, flores ou especiarias utilizadas na culinária de nosso dia-a-dia. É bom lembrá-lo de que estes banhos devem ser tomados da cabeça aos pés. 0 sal grosso poderá e deverá ser usado combinado com ervas ou especiarias..
Alecrim - É excelente para nos livrar daquela sensação de cansaço, fadiga e desânimo. É ótimo para quem estuda. Usa-se macerado se a erva estiver fresca ou em infusão se a erva estiver seca. Alem de ser estimulante ajuda a espantar as energias negativas, tanto espirituais quanto físicas.
Canela - A canela tem a fama de ser a especiaria da prosperidade e do dinheiro. Use-a combinada com a noz-moscada ralada, erva-doce, louro, cravo-da-índia e açúcar mascavo para atrair a positividade em todos os sentidos. Usada sozinha, a canela atraí fartura, acalma e estimula a atividade mental.
Manjericão - Auxilia nos tratamentos destinados desinibição sexual. Usa-se misturado a uma porção igual de orégano. Faz se a infusão em 1 litro de água fervente, com as ervas secas.
Noz-moscada - É uma especiaria que carrega as energias de Júpiter, o planeta da expansão. Usa-se moída numa receita combinada com salsa desidratada e erva-doce. Fazemos a infusão, pois as ervas são secas.
Bicarbonato de Sódio - Auxilia o sono, diminui a irritabilidade e o descontrole. Usa-se misturado ao sal marinho, em partes iguais, num banho que deve ser tomado à noite, antes de dormir, porque estes
ingredientes juntos praticamente vão te deixar sonolento , relaxando profundamente.No dia seguinte, faça um banho energético com um punhado de casca de laranja frescas, misturados a água fervente, jogue-o da cabeça aos pés.
Vinagre - Contra a energia negativa de algumas pessoas. É usado como tônico para a pele. Misture ao sal, numa proporção de 1 xícara de vinagre para cada colher de sopa de sal marinho, misturado a cinco litros de água. ( ótimo feito em banheira), também deverá ser usado se você tem perto de você pessoas vampiros, que sugam suas energias.
Eucalipto -. Macere um punhado de folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente. Tome o banho da cabeça aos pés, para ter alegria, fortalecer a vontade e acabar com a apatia em todos os sentidos.Poderá usar com água fervente para trabalhar problemas respiratório( inalando).
Flores de Murta ou Dama da Noite-. devem ser colocada de molho na água fria e dormir uma noite inteira sob a luz da Lua Cheia. No dia seguinte, este banho toma os primeiros raios do Sol e, antes do meio dia, você deverá usá-lo. É excelente para atrair vibrações positivas de outras pessoas.
Algodoeiro Gigante - Macera-se as folhas do algodoeiro gigante para um banho, que visa favorecer a concessão de favores de pessoas influentes.
Café - duas xícaras de chá com café bem forte, misturamos a cinco litros de água e nos banhamos da cabeça aos pés. É ótimo para fazer cessar pesadelos e a sensação de que estamos sendo seguidos ou observados por "outras pessoas".Ótimo para livrar de influencias psíquicas, formas de pensamento, obsessões.
Sal Marinho - Indicado contra quebranto ou olho gordo, corpo pesado.
Cebola- Se você acordou de mau-humor e baixo astral poderá utilizar a cebola em saladas, ou mesmo um banho tem a propriedade de dar uma chacoalhada na pessoa.
Esta mensagem foi enviada por Roserley Macedo, pelo orkut.
terça-feira, junho 06, 2006
Os Espelhos Mágicos
A pergunta da rainha das feiticeiras a seu espelho mágico no antigo conto de fadas, hoje conhecido como "Branca de Neve", é um eco de práticas tão velhas quando o próprio tempo. Como muitos dos instrumentos de magia, o espelho é um objeto inspirado na Natureza.
Os primeiros espelhos eram os lagos. Num dia tranqüilo, quando as águas não formam ondas, pode-se observar um reflexo bastante detalhado. Na tentativa de capturar esse fenômeno, poliam-se pedras e metais até que, por fim, produziu-se o vidro que, quando revestido em um dos lados com uma fina camada de prata, produzia uma superfície reflexiva perfeita – um lago perfeitamente cristalino, "congelado" para ser usado quando desejado.
Espelhos (e superfícies reflexivas) há muito dominam nossa imaginação. Há diversas referências a espelhos no folclore, assim como na magia, se bem que tais práticas estão quase que esquecidas hoje.
O simbolismo do espelho é simples e ao mesmo tempo complexo. É considerado sagrado à lua, pois, como a lua reflete a luz do sol, o espelho é um objeto reflexivo. Sendo um símbolo lunar, os espelhos utilizados em magia são geralmente de forma redonda.
Além disso, os espelhos nos permitem ver coisas que não poderíamos ver sem sua ajuda – não apenas as coisas físicas, mas também coisas mais elevadas, como as memórias de vidas passadas, visões do futuro, ou de eventos ocorrendo simultaneamente em outros locais.
A magia com espelhos provavelmente teve seu apogeu durante a Grécia Clássica e em Roma. Espelhos polidos de bronze eram utilizados em rituais de magia e cosméticos. A maioria desses espelhos era pequena e usada com as mãos.
Uma antiga técnica para induzir clarividência é refletir a luz de uma fogueira na lâmina brilhante de uma espada ou faca; o reflexo assim apanhado causava visões a quem nela se concentrava. Esta é apenas mais uma forma de magia com espelhos metálicos.
Apesar de práticas como essa ainda serem utilizadas, a maioria das práticas de magia com espelhos atualmente é feita com espelhos de vidro. Espelhos antigos não são necessariamente melhores, pois tendem a possuir imperfeições (como a perda da folha de prata), o que pode interferir. Muitas vidraçarias cortam espelhos sob medida, portanto não é impossível obter aqueles redondos.
Para rituais rápidos, pode-se até mesmo utilizar um espelho de bolso, se bem que isso é muito mais fácil para mulheres. Muitos encantamentos foram lançados enquanto uma mulher fingia retocar sua maquiagem.
Lembre-se sempre de que o espelho é uma simples ferramenta, um elo com a lua, com seu subconsciente, e por fim com a própria Natureza.
A magia costuma ser espontânea, e você deve estar preparado praticamente para tudo.
O Espelho Mágico
Obtenha um espelho redondo com diâmetro entre 35 cm e 70 cm. De preferência, deve estar acoplado a uma moldura também redonda, pintada de preto, mas isso não é fundamental.
Após obtê-lo, leve-o para casa e lave-o cuidadosamente com água. Se desejar, lave a seguir com uma infusão de artemísia, uma colher de chá para cada xícara de água. Deixe esfriar antes de usar.
Quando o espelho estiver seco, cubra sua face com um pano preto e deixe-o onde não seja tocado, até a lua cheia. Nessa noite, exponha o espelho aos raios da lua de preferência ao ar livre – pode ser pela janela, se necessário. Carregue o espelho mágico com o luar e diga as palavras abaixo ou semelhantes:
SENHORA DA LUA, VOCÊ QUE A TUDO VÊ E TUDO SABE, EU CONSAGRO ESTE ESPELHO COM SEUS RAIOS BRILHANTES PARA QUE ILUMINE MINHA MAGIA E MINHA VIDA.
Traga o para dentro e pendure-o na parede leste de seu quarto, ou na sala onde pratique magia. Mantenha-o coberto quando não estiver sendo utilizado.
Exponha o espelho à lua ao menos três vezes por ano. Quando estiver empoeirado (se ficar), lave-o com uma infusão de Artemísia ou água limpa. Nunca utilize sprays à base de amônia para limpar seu espelho, pois a amônia destrói qualquer magia!
Se desejar, pode utilizar um tipo "psíquico" de óleo (como de cravo ou de noz-moscada) para desenhar um crescente na parte de trás, marcando-o assim com o símbolo da lua.
Nunca use o espelho para outras coisas que não a magia. Reserve outro espelho para uso rotineiro.
A seguir, vários encantamentos que podem ser praticados com o espelho mágico, assim como com outros.
Canto para Visões
De pé diante do espelho mágico, remova sua capa e entoe o seguinte, até que as visões surjam:
ESPELHO DO LUAR, ESPELHO DE VIDRO, PERMITA-ME VER O QUE VAI ACONTECER. REMOVA O VÉU DIANTE DE MIM. É O QUE DESEJO, ASSIM SEJA!
Os melhores períodos para praticar visões em seu espelho é na aurora, no crepúsculo ou à noite.
Memória Distante
Acenda uma vela branca numa sala escura e deixe-a numa posição de modo que ilumine seu rosto diante do espelho, mas sem refleti-lo.
Diga o seguinte:
ORÁCULO DE LUZ LUNAR, ENVIE-ME AGORA A SEGUNDA VISÃO.
Olhe nos olhos de seu reflexo, ou logo no centro e acima deles. Gradualmente, seu reflexo irá desaparecer e você verá outro rosto; é o de uma vida passada. Será inconfundivelmente familiar a você.
Com prática, pode-se utilizar esta técnica para aprender diversas coisas sobre vidas passadas. Tente "sintonizar-se" com o rosto. Tente ver o resto do corpo, as vestes, jóias, cenários, qualquer coisa que o ajude a determinar o local e o período.
A mera visão do rosto pode detonar reações emocionais inesperadas dentro de você; preste atenção a elas e você poderá começar a ser lembrar de pessoas e eventos que estiveram trancados em sua memória distante.
Às vezes surte melhor efeito quando realizado em semi-escuridão; ajuste a quantidade de luz que ilumina seu rosto até obter os resultados desejados.
Um Encantamento Simples com Espelhos
De pé diante de seu espelho mágico, acenda duas velas idênticas com as cores apropriadas de cada lado. Com um giz de cera, ou mesmo com um batom ou tinta solúvel em água, desenhe uma runa ou um símbolo de sua necessidade. Enquanto desenha, certifique-se de que o desenho ocupará o espaço onde seu rosto será refletido. Veja o símbolo fundindo-se a seu reflexo, e saiba que assim será em sua vida.
Feche seus olhos e visualize firmemente sua necessidade, e a seguir saia da área. Essa runa deve permanecer no espelho até a manhã seguinte, quando deverá ser limpa com um pano, de preferência sem olhar para ela.
Uma Adivinhação
Apanhe um pequeno espelho redondo e mergulhe-o na água (de preferência um lago ou rio, mas uma pia ou banheira também serve). Remova-o imediatamente e observe seu reflexo. Se estiver desfigurado, cuidado! O mal pode estar conspirando contra você, ou terá de enfrentar problemas em breve. Pratique magia protetora.
Entretanto, se o reflexo estiver normal, não há problemas para o futuro.
Outra Adivinhação
Se deseja descobrir como anda uma pessoa distante, se está bem ou doente, com problemas ou em segurança, faça o seguinte em pé diante do espelho, em semi-escuridão, visualize a imagem da pessoa com a viu pela última vez; forme uma imagem o mais completa possível. Mantenha-a e aguarde qualquer alteração; uma cicatriz que se forma no rosto pode indicar dificuldades físicas; um sorriso indica felicidade, e assim por diante.
A imagem toda pode ser substituída por um símbolo, e este deve ser interpretado para determinar as condições da pessoa.
Com treino, este pode ser um bom meio para estabelecer elos ou ao menos "checar" como andam pessoas distantes.
Um Portal de Espelho
Quando sentir que o mal está em sua casa, pegue um pequeno espelho redondo. Pinte de preto a parte de trás e arrume um meio de pendurá-lo num canto próximo do teto do cômodo onde sinta que o mal está mais forte.
Se possível, pendure o espelho de modo que forme um ângulo de 45º com a parede, sua ponta mais alta levemente inclinada para o chão.
Esse espelho atuará como um "portal" pelo qual qualquer mal de sua casa passará rumo ao espaço, onde será dispersado e destruído.
Após pendurar o espelho, fique de pé na sala e visualize o mal girando a seu redor na direção anti-horária, denso e negro, como uma névoa pestilenta. Olhe então para o espelho e visualize uma grande porta se abrindo, uma porta que leva ao espaço. Veja a névoa maligna sendo sugada pelo espelho, para longe de sua casa, para longe de sua vida.
Se sentir problemas durante este encantamento, repita-o até sentir que a sala está livre de negatividade. Quando isso ocorrer (pode sentir a sala dando um suspiro de alívio depois), suba em algo que lhe permita tocar o espelho e, com o indicador de sua mão de poder, risque uma cruz de braços iguais na superfície do espelho para "trancá-lo", de modo que se torne um portal de mão única. O mal pode sair, mas não poderá regressar.
Faça a cruz movendo seu dedo indicador de cima do espelho, descendo em linha reta até a parte de baixo, erguendo a seguir o dedo e iniciando no lado esquerdo do espelho e traçando uma linha reta até o meio do lado direito.
Deixe o espelho nessa posição por pelo menos sete dias. Remova-o a seguir e limpe-o com vinagre forte ou solução de amônio para livrar-se de todas as vibrações negativas. Não pratique este encantamento com seu espelho de magia.
Visões com a Lua e Espelho
Com um espelho convexo circular, pequeno o bastante para caber em sua mão (retrovisores de carros são os mais indicados), saia ao ar livre numa noite fresca e clara, com a lua cheia em seu ponto alto no céu.
Sente-se confortavelmente e apanhe o reflexo da lua no espelho. Concentre-se no ponto de luz prateada e comece a mover vagarosamente o espelho, frações de centímetros para todos os lados, observando enquanto a imagem da lua gira e balança na superfície do espelho.
Após alguns minutos, isto o levará a um estado psíquico, desde que esteja só e nada o perturbe.
Para Melhorar a Aparência
Fique de pé diante de seu espelho mágico, só e nu. Se possível, cada parte de seu corpo que precisa de melhorias deverá estar visível. Isto requer um espelho grande, com ao menos 70 cm de diâmetro.
Fite seu reflexo à luz difusa de uma vela. Estude-o, inspecione-o, enquanto diz:
TRANSPARENTE COMO CRISTAL, TRANSPARENTE COMO O AR. FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM BELAS E FORMOSAS.
A seguir, com seus poderes de visualização, comece a formar um novo corpo. Livre-se das rugas. Elimine as gorduras. Aumente os músculos. Efetue mentalmente todas as mudança que gostaria de ver em seu corpo.
Mantenha essa visão o mais que puder, por cerca de treze minutos. Depois, olhe novamente para seu corpo e diga as seguintes palavras uma vez mais:
TRANSPARENTE COMO CRISTAL, TRANSPARENTE COMO O AR. FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM BELAS E FORMOSAS.
Repita este encantamento todas as manhãs e noites, reforçando-o com exercícios, dietas e o que mais o ajudar a atingir seu objetivo.
O Encantamento da Devolução
Se sentir que o mal está sendo direcionado a você, a partir de pessoas ou entidades conhecidas ou não, pode utilizar este encantamento. Mesmo se não tiver certeza de que alguém está tentando machucá-lo, pratique este ritual, por via das dúvidas.
Ponha um pequeno espelho redondo (não o seu espelho mágico) encostado numa parede, ou num suporte que o deixe paralelo à parede. Diante dele, coloque uma vela preta num suporte simples. Certifique-se de que a vela se reflete no espelho.
Em seguida, coloque uma vela branca longe do espelho (de preferência onde não seja refletida) e acenda-a. Isto assegura que a vela preta não atrairá forças malignas.
Agora, diante do espelho e da vela preta, acenda um fósforo e entoe, enquanto acende a vela:
PRETO, PRETO AFASTE O MAL.
Repita estas palavras enquanto olha para a vela por alguns momentos, deixando a sala em seguida.
Após uma hora, apague a chama da vela (sem utilizar seus dedos – use um abafador de velas ou a lâmina de uma faca) e guarde o espelho e a vela. Apague a seguir a vela branca e guarde-a fora de seu campo de visão. Repita o encantamento por sete noites ou até sentir que o mal foi afastado.
Este encantamento devolve quaisquer forças malignas que lhe tenham sido direcionadas àqueles que as enviaram. É apenas uma medida defensiva.
O Encantamento com a Moeda e o Caldeirão
Este é um vestígio da magia com espelhos metálicos praticada por nossos ancestrais. O "espelho" aqui será uma grande moeda de prata. Leve-o, bem como a moeda, ao ar livre, num local onde não venha a ser perturbado.
Ponha o caldeirão ou recipiente no chão. Erguendo a moeda à lua, diga:
SENHORA DA LUZ SENHORA DA NOITE FORTALEÇA MINHA VISÃO NESTE RITO.
Ponha a moeda dentro d’água. Quando se ajustar no fundo do caldeirão, mova-o até que a moeda reflita a luz da lua. Parecerá ser um brilhante objeto redondo em meio à escuridão do interior do caldeirão.
Sentado ou ajoelhado confortavelmente, observe a moeda com olhos semi abertos. Surgirá então a segunda visão.
O Espelho Quebrado
Quebre um espelho e você terá sete ano de azar, certo? Isto é o que diz a superstição.
Na verdade, mesmo havendo muitas explicações para este mal-entendido, uma das mais sensatas (na mentalidade da magia) é a de que você terá que comprar um novo espelho! No século XIV, os primeiros espelhos modernos, quebráveis, foram produzidos em Veneza. Eram muito caros. Pode-se imaginar o futuro de um serviçal que acidentalmente quebrasse um espelho. Sem dúvida, seu mestre lhe causaria muito azar!
Se quebrar seu espelho mágico, ou qualquer outro, não se preocupe. Ainda será útil em magia. Colete cuidadosamente todos os fragmentos grandes e coloque-os numa grande jarra de vidro. Varra o pó do espelho e jogue também dentro da jarra, tampando firmemente em seguida e deixando a jarra numa janela ensolarada da casa.
Isto automaticamente afastará o mal e as influências negativas de sua casa, pois cada um dos milhares de fragmentos atuarão como espelhos protetores.
Mantenha a jarra bem limpa e ela lhe servirá bem. Se desejar, cole um pequeno espelho redondo na tampa da jarra.
Após terminar, compre um novo espelho e prepare-o para assegurar-se de que terá um quando necessário.
Fonte: 'Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição', de Scott Cunningham
Os primeiros espelhos eram os lagos. Num dia tranqüilo, quando as águas não formam ondas, pode-se observar um reflexo bastante detalhado. Na tentativa de capturar esse fenômeno, poliam-se pedras e metais até que, por fim, produziu-se o vidro que, quando revestido em um dos lados com uma fina camada de prata, produzia uma superfície reflexiva perfeita – um lago perfeitamente cristalino, "congelado" para ser usado quando desejado.
Espelhos (e superfícies reflexivas) há muito dominam nossa imaginação. Há diversas referências a espelhos no folclore, assim como na magia, se bem que tais práticas estão quase que esquecidas hoje.
O simbolismo do espelho é simples e ao mesmo tempo complexo. É considerado sagrado à lua, pois, como a lua reflete a luz do sol, o espelho é um objeto reflexivo. Sendo um símbolo lunar, os espelhos utilizados em magia são geralmente de forma redonda.
Além disso, os espelhos nos permitem ver coisas que não poderíamos ver sem sua ajuda – não apenas as coisas físicas, mas também coisas mais elevadas, como as memórias de vidas passadas, visões do futuro, ou de eventos ocorrendo simultaneamente em outros locais.
A magia com espelhos provavelmente teve seu apogeu durante a Grécia Clássica e em Roma. Espelhos polidos de bronze eram utilizados em rituais de magia e cosméticos. A maioria desses espelhos era pequena e usada com as mãos.
Uma antiga técnica para induzir clarividência é refletir a luz de uma fogueira na lâmina brilhante de uma espada ou faca; o reflexo assim apanhado causava visões a quem nela se concentrava. Esta é apenas mais uma forma de magia com espelhos metálicos.
Apesar de práticas como essa ainda serem utilizadas, a maioria das práticas de magia com espelhos atualmente é feita com espelhos de vidro. Espelhos antigos não são necessariamente melhores, pois tendem a possuir imperfeições (como a perda da folha de prata), o que pode interferir. Muitas vidraçarias cortam espelhos sob medida, portanto não é impossível obter aqueles redondos.
Para rituais rápidos, pode-se até mesmo utilizar um espelho de bolso, se bem que isso é muito mais fácil para mulheres. Muitos encantamentos foram lançados enquanto uma mulher fingia retocar sua maquiagem.
Lembre-se sempre de que o espelho é uma simples ferramenta, um elo com a lua, com seu subconsciente, e por fim com a própria Natureza.
A magia costuma ser espontânea, e você deve estar preparado praticamente para tudo.
O Espelho Mágico
Obtenha um espelho redondo com diâmetro entre 35 cm e 70 cm. De preferência, deve estar acoplado a uma moldura também redonda, pintada de preto, mas isso não é fundamental.
Após obtê-lo, leve-o para casa e lave-o cuidadosamente com água. Se desejar, lave a seguir com uma infusão de artemísia, uma colher de chá para cada xícara de água. Deixe esfriar antes de usar.
Quando o espelho estiver seco, cubra sua face com um pano preto e deixe-o onde não seja tocado, até a lua cheia. Nessa noite, exponha o espelho aos raios da lua de preferência ao ar livre – pode ser pela janela, se necessário. Carregue o espelho mágico com o luar e diga as palavras abaixo ou semelhantes:
SENHORA DA LUA, VOCÊ QUE A TUDO VÊ E TUDO SABE, EU CONSAGRO ESTE ESPELHO COM SEUS RAIOS BRILHANTES PARA QUE ILUMINE MINHA MAGIA E MINHA VIDA.
Traga o para dentro e pendure-o na parede leste de seu quarto, ou na sala onde pratique magia. Mantenha-o coberto quando não estiver sendo utilizado.
Exponha o espelho à lua ao menos três vezes por ano. Quando estiver empoeirado (se ficar), lave-o com uma infusão de Artemísia ou água limpa. Nunca utilize sprays à base de amônia para limpar seu espelho, pois a amônia destrói qualquer magia!
Se desejar, pode utilizar um tipo "psíquico" de óleo (como de cravo ou de noz-moscada) para desenhar um crescente na parte de trás, marcando-o assim com o símbolo da lua.
Nunca use o espelho para outras coisas que não a magia. Reserve outro espelho para uso rotineiro.
A seguir, vários encantamentos que podem ser praticados com o espelho mágico, assim como com outros.
Canto para Visões
De pé diante do espelho mágico, remova sua capa e entoe o seguinte, até que as visões surjam:
ESPELHO DO LUAR, ESPELHO DE VIDRO, PERMITA-ME VER O QUE VAI ACONTECER. REMOVA O VÉU DIANTE DE MIM. É O QUE DESEJO, ASSIM SEJA!
Os melhores períodos para praticar visões em seu espelho é na aurora, no crepúsculo ou à noite.
Memória Distante
Acenda uma vela branca numa sala escura e deixe-a numa posição de modo que ilumine seu rosto diante do espelho, mas sem refleti-lo.
Diga o seguinte:
ORÁCULO DE LUZ LUNAR, ENVIE-ME AGORA A SEGUNDA VISÃO.
Olhe nos olhos de seu reflexo, ou logo no centro e acima deles. Gradualmente, seu reflexo irá desaparecer e você verá outro rosto; é o de uma vida passada. Será inconfundivelmente familiar a você.
Com prática, pode-se utilizar esta técnica para aprender diversas coisas sobre vidas passadas. Tente "sintonizar-se" com o rosto. Tente ver o resto do corpo, as vestes, jóias, cenários, qualquer coisa que o ajude a determinar o local e o período.
A mera visão do rosto pode detonar reações emocionais inesperadas dentro de você; preste atenção a elas e você poderá começar a ser lembrar de pessoas e eventos que estiveram trancados em sua memória distante.
Às vezes surte melhor efeito quando realizado em semi-escuridão; ajuste a quantidade de luz que ilumina seu rosto até obter os resultados desejados.
Um Encantamento Simples com Espelhos
De pé diante de seu espelho mágico, acenda duas velas idênticas com as cores apropriadas de cada lado. Com um giz de cera, ou mesmo com um batom ou tinta solúvel em água, desenhe uma runa ou um símbolo de sua necessidade. Enquanto desenha, certifique-se de que o desenho ocupará o espaço onde seu rosto será refletido. Veja o símbolo fundindo-se a seu reflexo, e saiba que assim será em sua vida.
Feche seus olhos e visualize firmemente sua necessidade, e a seguir saia da área. Essa runa deve permanecer no espelho até a manhã seguinte, quando deverá ser limpa com um pano, de preferência sem olhar para ela.
Uma Adivinhação
Apanhe um pequeno espelho redondo e mergulhe-o na água (de preferência um lago ou rio, mas uma pia ou banheira também serve). Remova-o imediatamente e observe seu reflexo. Se estiver desfigurado, cuidado! O mal pode estar conspirando contra você, ou terá de enfrentar problemas em breve. Pratique magia protetora.
Entretanto, se o reflexo estiver normal, não há problemas para o futuro.
Outra Adivinhação
Se deseja descobrir como anda uma pessoa distante, se está bem ou doente, com problemas ou em segurança, faça o seguinte em pé diante do espelho, em semi-escuridão, visualize a imagem da pessoa com a viu pela última vez; forme uma imagem o mais completa possível. Mantenha-a e aguarde qualquer alteração; uma cicatriz que se forma no rosto pode indicar dificuldades físicas; um sorriso indica felicidade, e assim por diante.
A imagem toda pode ser substituída por um símbolo, e este deve ser interpretado para determinar as condições da pessoa.
Com treino, este pode ser um bom meio para estabelecer elos ou ao menos "checar" como andam pessoas distantes.
Um Portal de Espelho
Quando sentir que o mal está em sua casa, pegue um pequeno espelho redondo. Pinte de preto a parte de trás e arrume um meio de pendurá-lo num canto próximo do teto do cômodo onde sinta que o mal está mais forte.
Se possível, pendure o espelho de modo que forme um ângulo de 45º com a parede, sua ponta mais alta levemente inclinada para o chão.
Esse espelho atuará como um "portal" pelo qual qualquer mal de sua casa passará rumo ao espaço, onde será dispersado e destruído.
Após pendurar o espelho, fique de pé na sala e visualize o mal girando a seu redor na direção anti-horária, denso e negro, como uma névoa pestilenta. Olhe então para o espelho e visualize uma grande porta se abrindo, uma porta que leva ao espaço. Veja a névoa maligna sendo sugada pelo espelho, para longe de sua casa, para longe de sua vida.
Se sentir problemas durante este encantamento, repita-o até sentir que a sala está livre de negatividade. Quando isso ocorrer (pode sentir a sala dando um suspiro de alívio depois), suba em algo que lhe permita tocar o espelho e, com o indicador de sua mão de poder, risque uma cruz de braços iguais na superfície do espelho para "trancá-lo", de modo que se torne um portal de mão única. O mal pode sair, mas não poderá regressar.
Faça a cruz movendo seu dedo indicador de cima do espelho, descendo em linha reta até a parte de baixo, erguendo a seguir o dedo e iniciando no lado esquerdo do espelho e traçando uma linha reta até o meio do lado direito.
Deixe o espelho nessa posição por pelo menos sete dias. Remova-o a seguir e limpe-o com vinagre forte ou solução de amônio para livrar-se de todas as vibrações negativas. Não pratique este encantamento com seu espelho de magia.
Visões com a Lua e Espelho
Com um espelho convexo circular, pequeno o bastante para caber em sua mão (retrovisores de carros são os mais indicados), saia ao ar livre numa noite fresca e clara, com a lua cheia em seu ponto alto no céu.
Sente-se confortavelmente e apanhe o reflexo da lua no espelho. Concentre-se no ponto de luz prateada e comece a mover vagarosamente o espelho, frações de centímetros para todos os lados, observando enquanto a imagem da lua gira e balança na superfície do espelho.
Após alguns minutos, isto o levará a um estado psíquico, desde que esteja só e nada o perturbe.
Para Melhorar a Aparência
Fique de pé diante de seu espelho mágico, só e nu. Se possível, cada parte de seu corpo que precisa de melhorias deverá estar visível. Isto requer um espelho grande, com ao menos 70 cm de diâmetro.
Fite seu reflexo à luz difusa de uma vela. Estude-o, inspecione-o, enquanto diz:
TRANSPARENTE COMO CRISTAL, TRANSPARENTE COMO O AR. FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM BELAS E FORMOSAS.
A seguir, com seus poderes de visualização, comece a formar um novo corpo. Livre-se das rugas. Elimine as gorduras. Aumente os músculos. Efetue mentalmente todas as mudança que gostaria de ver em seu corpo.
Mantenha essa visão o mais que puder, por cerca de treze minutos. Depois, olhe novamente para seu corpo e diga as seguintes palavras uma vez mais:
TRANSPARENTE COMO CRISTAL, TRANSPARENTE COMO O AR. FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM BELAS E FORMOSAS.
Repita este encantamento todas as manhãs e noites, reforçando-o com exercícios, dietas e o que mais o ajudar a atingir seu objetivo.
O Encantamento da Devolução
Se sentir que o mal está sendo direcionado a você, a partir de pessoas ou entidades conhecidas ou não, pode utilizar este encantamento. Mesmo se não tiver certeza de que alguém está tentando machucá-lo, pratique este ritual, por via das dúvidas.
Ponha um pequeno espelho redondo (não o seu espelho mágico) encostado numa parede, ou num suporte que o deixe paralelo à parede. Diante dele, coloque uma vela preta num suporte simples. Certifique-se de que a vela se reflete no espelho.
Em seguida, coloque uma vela branca longe do espelho (de preferência onde não seja refletida) e acenda-a. Isto assegura que a vela preta não atrairá forças malignas.
Agora, diante do espelho e da vela preta, acenda um fósforo e entoe, enquanto acende a vela:
PRETO, PRETO AFASTE O MAL.
Repita estas palavras enquanto olha para a vela por alguns momentos, deixando a sala em seguida.
Após uma hora, apague a chama da vela (sem utilizar seus dedos – use um abafador de velas ou a lâmina de uma faca) e guarde o espelho e a vela. Apague a seguir a vela branca e guarde-a fora de seu campo de visão. Repita o encantamento por sete noites ou até sentir que o mal foi afastado.
Este encantamento devolve quaisquer forças malignas que lhe tenham sido direcionadas àqueles que as enviaram. É apenas uma medida defensiva.
O Encantamento com a Moeda e o Caldeirão
Este é um vestígio da magia com espelhos metálicos praticada por nossos ancestrais. O "espelho" aqui será uma grande moeda de prata. Leve-o, bem como a moeda, ao ar livre, num local onde não venha a ser perturbado.
Ponha o caldeirão ou recipiente no chão. Erguendo a moeda à lua, diga:
SENHORA DA LUZ SENHORA DA NOITE FORTALEÇA MINHA VISÃO NESTE RITO.
Ponha a moeda dentro d’água. Quando se ajustar no fundo do caldeirão, mova-o até que a moeda reflita a luz da lua. Parecerá ser um brilhante objeto redondo em meio à escuridão do interior do caldeirão.
Sentado ou ajoelhado confortavelmente, observe a moeda com olhos semi abertos. Surgirá então a segunda visão.
O Espelho Quebrado
Quebre um espelho e você terá sete ano de azar, certo? Isto é o que diz a superstição.
Na verdade, mesmo havendo muitas explicações para este mal-entendido, uma das mais sensatas (na mentalidade da magia) é a de que você terá que comprar um novo espelho! No século XIV, os primeiros espelhos modernos, quebráveis, foram produzidos em Veneza. Eram muito caros. Pode-se imaginar o futuro de um serviçal que acidentalmente quebrasse um espelho. Sem dúvida, seu mestre lhe causaria muito azar!
Se quebrar seu espelho mágico, ou qualquer outro, não se preocupe. Ainda será útil em magia. Colete cuidadosamente todos os fragmentos grandes e coloque-os numa grande jarra de vidro. Varra o pó do espelho e jogue também dentro da jarra, tampando firmemente em seguida e deixando a jarra numa janela ensolarada da casa.
Isto automaticamente afastará o mal e as influências negativas de sua casa, pois cada um dos milhares de fragmentos atuarão como espelhos protetores.
Mantenha a jarra bem limpa e ela lhe servirá bem. Se desejar, cole um pequeno espelho redondo na tampa da jarra.
Após terminar, compre um novo espelho e prepare-o para assegurar-se de que terá um quando necessário.
Fonte: 'Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição', de Scott Cunningham
terça-feira, abril 11, 2006
A Alquimia Teosófica

Theo-Vox
"A ALQUIMIA TEOSÓFICA"
Loja Teosófica São Paulo 06/10/1996 Orador: Osmar de Carvalho
(Obs. O texto abaixo é uma transcrição verbatim da palestra)
Boa tarde a todos! Bom, o tema que vamos desenvolver hoje é "Alquimia Teosófica". Obviamente, vamos falar mais sobre a Alquimia de uma maneira introdutória, pois como já dizia aquele poeta "A arte é longa e a vida breve". A Alquimia é basicamente uma das chaves mais profundas para nós atingirmos a nossa busca pelo desenvolvimento espiritual. Só que a Alquimia têm uma série de coisas extremamente complicadas dentro da sua prática e também da sua teoria. Diria que a teoria da Alquimia é muito mais complicada do que a sua prática. Então, vamos tratar hoje de fazer uma introdução geral a este tema porque nós pretendemos nos próximos meses estar tratando de algumas operações alquímicas mais específicas. Assim, vamos dar uma grande introdução que visa conhecermos o terreno do que vem a ser a Alquimia e mais especificamente uma Alquimia compreendida em termos teosóficos, pois já que estamos na Sociedade vamos usar do nosso jargão conhecido. Primeiro para entender o que é a Alquimia temos que buscar a própria origem do nome, porque sabemos que dentro da cultura popular todo mundo já ouviu falar alguma coisa de Alquimia, ou já viu o livro "O Alquimista" do Paulo Coelho, ou já viu os "Cavaleiros do Zodíaco" (série de TV) estão sempre mencionando esta coisa mágica; a pessoa têm superpoderes, transforma uma matéria vil em ouro, têm o poder da transmutação, isso obviamente é um folclore que existe em torno do termo Alquimia, é de certa forma uma palavra que já está em descrédito; poderíamos colocar assim dentro da cultura popular, porque muito se fala em Alquimia e pouco se entende e muito menos se pratica deste termo, então ai o termo vai se tornando cada vez mais laico, vai caindo em usos como "Alquimia do Amor", lança-se um livro "A Alquimia da Culinária", o termo vai se tornando cada vez mais depreciado até que perca totalmente a origem, e daí perdemos totalmente o link com a origem histórica.
O termo Alquimia vai surgir justamente desse sufixo "Khem" [escrevendo a palavra na lousa] que tem haver com a Terra do Egito, o Egito Antigo; se formos olhar etimologicamente, "Khem" significa "Terra Negra" que era basicamente o tipo de solo que havia no Egito Antigo, e suponho no moderno, mas o surgimento da Alquimia remonta a toda a tradição mística, a tradição hierofântica, digamos assim, do Egito Antigo; usava-se antigamente, quando referiam-se ao Egito, sobre a terra de "Khem", ou então se falar sobre a "brisa do Nilo", sempre se referia aquela região como a área da "Terra Negra", e deste termo aqui vamos ter uma série de termos que advém dessa origem primitiva; o mais conhecido deles é o termo química que todo livro de primeiro ou segundo grau sempre tiram um pouco de sarro com o pessoal antigo porque dizem: "Da Alquimia, os alquimistas mexiam com isto e aquilo, mas ai uma pessoa mais séria veio e percebeu que havia alguma coisa real ali e formou a química".
E obviamente que a Alquimia é o termo predecessor daquilo que conhecemos como química que nada mais é do que o conhecimento dos elementos de como eles se misturam, de como há as ligações químicas e por ai afora. Só que a Alquimia era algo muito mais profundo. A primeira dificuldade que surge no estudo da Alquimia é justamente a utilização de um vocabulário muito simbólico, e até estava conversando com a (MST) Luciana neste fim de semana sobre isto, a diferença que existe entre "signo" e "símbolo", isto é uma coisa que na Alquimia é fundamental, porque o signo é uma coisa conhecida. Por exemplo se você tem uma letra, a letra "A", ou então as diversas letras, são todas signos, são desenhos que sabemos objetivamente qual é o seu significado. Agora por exemplo um símbolo, como é o símbolo da Sociedade Teosófica, ele pode até conter elementos de coisas conhecidas mas a função do símbolo é muito mais profunda.
O símbolo é um objeto que pode ser desenhado, esculpido [etc.], cuja função é de gerar um determinada função [ou efeito] dentro da psiqué da pessoa. Então quando olhamos um símbolo é diferente de olhar um signo, porque o signo nos traz uma mensagem racional direta, enquanto que o símbolo ele opera determinadas mudanças dentro da nossa psiqué, dentro do nosso inconsciente. Como exemplo disto temos a passagem de nosso amigo orador [MST Ricardo Lindemann], que foi por muito tempo vice-presidente da Sociedade Teosófica, o qual já deu conferências teosóficas por vários países ao redor do mundo, e um destes países foi no México, e lá existe um grande mural; o fulano está dando a palestra e atrás tem uma grande mural com o símbolo da Sociedade Teosófica, e ele disse que numa destas palestras ele viu exatamente esta função psicológica do símbolo atuando muito diretamente numa pessoa que estava na platéia.
Era uma jovem que se sentou, e começou a olhar aquele olho daquela cobra, que aqui está bem pequenininho mas lá está bem destacado, e a moça começou a entrar e só olhava para a cobra, e tal, quando então foi daqui a pouco a mulher teve um "piripaque" lá, caiu no chão assim, o pessoal acudiu, perguntaram para ela o que que era, e ela falou: "Não, aquela cobra está vindo para cima de mim"... Entrou em sintonia com o símbolo. Então, essa daí vivenciou um processo, até meio patológico, devido ao que o símbolo evocou nela.
E a linguagem alquímica ela é toda cheia de símbolos, ou seja, não só de signos (coisas racionais), mas de coisas irracionais, coisas que vão operar transformações dentro da nossa psiqué. Então, a primeira das coisas que os cientistas acham um absurdo na Alquimia são os "quatro elementos". Quando os alquimistas diziam que todas as coisas eram constituídas pelos quatro elementos, da terra, da água, do ar e do fogo, hoje em dia qualquer livro de ciência fala: "A química veio de uns malucos lá, que diziam que tudo era constituído de terra, de ar, de fogo e de água". Esse tipo de visão reducionista, que reduz tudo a uma visão racional, é incapaz de penetrar nas realidades que a Alquimia trabalha; nós vamos citar aqui alguns textos alquímicos que vocês vão ver que são extramamente paradoxais. Eles não se comunicam com a mente racional das pessoas. E o alquimista mais ainda. A primeira coisa que o alquimista tem que aprender é justamente não se fixar nos elementos racionais dos textos alquímicos, porque senão ele não vai conseguir atingir o objetivo a que a Alquimia se propõe. E só para esclarecer a questão dos quatrro elementos, [eles] não se referem obviamente a terra, ao ar, ao objeto em si, como a química normal...
Se você chega para um químico normal e diz assim: "mistura terra com ar, que vai dar tal coisa"... dentro dos textos alquímicos temos isso direto. Ele diz: "Não... isso não vai dar nada. Isso é uma mistura amorfa, você não tem nada ai!" Você vai misturar "água com fogo"... pronto, acabou! Porque a água apaga o fogo e liquidou com tudo. Então os quatro elementos dentro da Alquimia tem haver com os "planos de existência" que nós tratamos em Teosofia. A terra tem a ver com o plano físico e com essa nossa realidade objetiva; a água tem a ver com a dimensão astral, ou seja, emocional, da nossa existência; o ar tem a ver com a nossa mente; e o fogo tem a ver com a nossa dimensão espiritual.
Então quando eles falavam que tudo era composto por esses quatro elementos era porque ele tinham uma visão muito abarcante... aqueles símbolos que eles usam abarcam uma realidade muito maior. E qual é o objetivo? --"Qual é", vejam bem o tempo do verbo, porque hoje em dia ainda existem alquimistas, muitos deles nem sabem que são alquimistas mas são-- Qual era, ou qual é, o objetivo da Alquimia? É exatamente atingir a realização espiritual. Só que isso tudo esta velado numa tradição de manipulação de matéria.
O alquimista, como percebe aquele que tem um conhecimento mais avançado [do assunto], é aquele fulano que está dentro do seu laboratório --[sendo irônico] aquele laboratório cheio de vidrinhos com gelo seco borbulhando-- isto não tem nada haver [com a realidade]... O alquimista pode realmente ter um laboratório, inclusive os mais avançados realmente tem, porque existe dentro da alquimia a aplicação prática daquilo que é genericamente chamado de "Princípio de Hermes", ou do hermetismo, pois foi na idade média que houve uma grande revivificação do conhecimento alquímico, então se convencionou chamar esses conhecimentos alquímicos de conhecimento "hermético", remetendo ao grande Hermes egípcio, o que é obviamente uma palavra latinizada. O grande personagem Hermes, o Hermes Trismegisto, o três vezes grande, na verdade no Egito era conhecido como "Thot", mas para facilitar latinizaram o nome e ficou Hermes, e as ciências hermeticas ficaram com esse nome. Hoje em dia também, [o termo caiu em uso público] e o fulano [diz]: "Comprei um pote que é herméticamente fechado", vejam só como os termos vão decaindo para outros usos. O princípio básico da alquimia é a aplicação da Lei de Correspondência, cujo enunciado existe num texto alquímico da idade média, extramamente famoso, que é a "Tábua de Esmeraldas" onde há aquele famoso enunciado: "Quod Superius est Sicut Quod Inferius; et Quod Inferius est Sicut Quod Superius", ou trazindo, "Assim em cima é idêntico ao que está embaixo e o qua está embaixo é idêntico ao que está em cima", ou seja, há uma correspondência entre Microcosmo e o Macrocosmo; existe uma correspondência entre a matéria e o espírito; existe uma correspondência entre o homem e a divindade.
A aplicação destas correspondências é a chave da realização daquilo que é chamado na Alquimia do "Magnus Opus", ou a "Grande Obra", ou, usando um termo bem alquímico, a obtenção da "Tintura", da "Grande Tintura Mágica". E muito se tira o sarro dos alquimistas ao dizer-se: "Será que é verdade que o fulano conseguia atingir o Elixir da Longa Vida"; "Conseguiria atingir a Pedra Filosofal"... Os termos já são difícies: "Pedra Filosofal" - Por-quê será que... [risos] que se dá esse nome: "Pedra Filosofal"... "Elixir da Longa Vida" ainda dá para entender, pois deve ser alguma coisa que a pessoa prepara para tomar e viver indefinidamente. Isso tudo gera um folclore em torno desta Alquimia.
De certa forma, a pessoa que se dedica a espiritualidade ela se torna um alquimista quer queira quer não. Ela pode ser inconsciente disso, mas todos nós nos valemos desta lei de correspondência para poder atingir o objetivo... pois a pessoa que está querendo se espiritualizar ela tem um objetivo, que é o de atingir uma consciência mais ampla e os textos alquímicos, eles também fazem menção a isso. Não estamos assim muito perdidos dentro do conhecimento de Alquimia, porque hoje em dia é a época onde estes textos estão mais disponíveis... Me lembro inclusive de ter feito recentemente uma pesquisa na Internet... existe um local na Internet que possui simplesmente cerca de 1.200 tratados de alquimia, digitados, bonitinhos, para se chupar direto para o seu computador. Mas você chupa e quando vai ver são aqueles textos assim: "Mistura a coisa com outra coisa", "Esquenta assim, faz assado"... e porque? Porque aquilo são símbolos, se você não tiver uma chave de interpretação não adianta! Você não consegue ir além...
É a mesma coisa que você ver uma equação matemática: "X2+Y4.ûx"... Você lê a expressão, mas você não sabe o que aquilo quer dizer, o que aquilo ali vai dar na prática. Então nós precisamos ir fundo nisto. Existe hoje toda uma vertente na psicologia que usa o simbolismo da Alquimia para descrever o processo psicológico do ser humano. E isso começou com o grande psicóolgo e, podemos dizer até filósofo, Carl Jung, que durante as suas pesquisas --ele que era uma "traça" de biblioteca, uma "barata" de livraria, que lia simplesmente tudo que caia na mão dele-- se tornou um dos maiores colecionadores de literatura de alquimia da Europa. Hoje a sua casa na Suiça está preservada, e a biblioteca possui cerca de 600 manuscritos alquímicos.
Jung dizia que para ele, a linguagem simbólica da Alquimia era um espelho do processo psicológico do ser humano. Então vamos abranger em certa medida este processo. Podemos entrar, assim, naquilo que é o "começo da Obra", o "primeiro passo". Pretendemos nos meses seguintes abranger sob diversas perspectivas várias "operações" alquímicas, sobre as quais não vamos entrar no mérito hoje senão complicaria muito a exposição. O indivíduo pode encontrar um alquimista, mas esta pessoa pode ser inconsciente. Ela pode encontrar um "espírita", por exemplo, ele sabe que está fazendo uma transformação interna, e isso é "alquimia". Pode ser um crente, e ele lhe dirá que ele precisa se transformar. Você precisa encontrar Deus... Se Deus não habitar dentro de você, você não é nada... Estas pessoas estão indo em direção à realização da "Obra", que é a obtenção da realização espiritual, mas elas estão inconscientes do processo. No caso do espírita, ele vai te dizer assim: "Você precisa fazer a Reforma Íntima". Há sempre a necessidade de se transformar uma coisa na outra... e isso é que é basicamente a operação alquímica, e na alquimia em si tem-se plena consciência disso, de que vamos pegar uma "matéria prima", ou "prima matéria" como vemos nos textos clássicos, essa prima matéria vai ser transformada chargar no máximo, e ai é que se usa o termo alquímico que é a "obtenção do ouro". Houveram aqueles alquimistas que cairam no engano de acreditar que a "Obra" era apenas a "matéria"... Mas se o alquimista se dedicar à transformação, e ele se transformar conjuntamente, aquilo realmente acontece... e esse é um dos mistérios do hermetismo mais profundos. Só que muitos destes hermetistas perceberam que o carvão só virava ouro se eles também se transformassem numa coisa muito mais elevada.
Na nossa ciência atual, o método científico diz: É científico aquilo que partindo de uma hipótese, tomando os elementos, fazendo uma experiência e anotando seus dados, e tirando as conclusões e verificando a exatidão da hipótese e uma vez que todo o processo seja reproduzível, esse é um processo cientificamente aceito. Assim, se o alquimista pudesse sentar no laboratório de química e dizer assim: para você transformar carvão em ouro, você vai precisar tanto de tal coisa, por na temperatura tal, na pressão tal, dar uns "três pulinhos", dando esta receita, e se todo cientista que chegasse lá, e não tivesse nada com aquilo, fizesse com que o carvão virasse ouro a Alquimia seria "ciência"... O único problema é que a Alquimia é diferente do método científico. Como por exemplo no caso do Conde de Saint Germain, segundo consta em diversas biografias dele, ele andava magnificamente adornado de jóias, andava com diamantes no bolso, ao invés de pagar a conta com dinheiro ele pagava com diamante, e um dos seus passatempos era 'esfarelar' diamantes, segundo o Glossário Teosófico, era um homem riquíssimo que dava presentes para a realeza, e tudo mais, ele era um alquimista prático, e um alquimista espiritual.
Segundo consta, ele praticava toda a técnica ascética, como por exemplo o fato de ele nunca comer em público, de nunca aceitar uma migalha de pão de quem quer que fosse, e nem sequer água tomava na casa alheia apesar de comparecer aos banquetes ele ficava ali só... olhando, porque provavelmente ele tinha toda sua prática. E segundo consta, ele aprendeu toda a sua técnica na Índia, principalmente a ténica da transformação do carbono, pois é à partir do carbono, cuja versão mais simples é o carvão e a mais sofisticada é o diamante, o mesmo elemento que conforma o carvão perfaz o diamante, só que este submeteu-se a pressões e "transformações" muito grandes.
As vertentes da compreensão da Alquimia sumarizam-se na faceta química, que é a física, e tem a psicológica, e nós vamos ver exatamente em alguns textos alquímicos essa procura. Mas o começo de toda a obra alquímica é a pessoa descobrir a "matéria prima". Temos que achar a matéria prima. Cada alquimista trabalha sobre uma matéria prima diferente, e isso é enigmático. Existia (e existe) uma palavra de origem medieval que sumariza essa busca. [Escrevendo na lousa] Alguns aqui jaá tiveram inclusive um contato muito próximo com esta palavra, e que é o VITRIOL.
O VITRIOL é um sumário, é uma composição [uma abreviação] de um antigo lema dos rosacruzes medievais. Estando escrita em Latim, e cada letra se refere a uma palavra, e quer dizer o seguinte: "Visita Interiora Terrae Retificandoque Invinies Occultum Lapidem" Ou traduzindo: "Visita o Interior da Terra e Retificando Encontrarás a Pedra Oculta" Esse é o começo da "Obra", que é o visitar o interior da terra e descobrir essa "Pedra Oculta", que é a matéria prima do alquimista, e aí começa a simbologia, pois a pessoa menos capacitada vai ler isto e dizer: "É impossível!" Mas isto é um símbolo, e o símbolo da Pedra é um símbolo que vamos encontrar em quase todas as tradições ocultas, porque a pedra é o símbolo do ser humano em transformação. Vamos encontrá-la desde Moisés "tirando água da pedra", no texto bíblico, até a teoria e prática modernas da Maçonaria, tomando a pedra como símile do ser humano. A Pedra Oculta na verdade é uma dimensão da própria pessoa que ela vai descobrir; por isso que ela vai visitar o centro da Terra, ou seja, visitar o seu próprio interior. Vamos ver algumas passagens alquímicas sobre esta "Matéria Prima" da Alquimia: "A natureza serve a Arte com matéria, e a Arte serve a natureza com instrumentos apropriados e com o método conveniente para que a natureza produza essas novas formas; e embora a Pedra mencionada só possa ser levada à sua forma por meio da Arte, a forma é, não obstante, da natureza." (Alchemical Treatise of Solomon Trismosin, 18)
Aqui, então é feita uma distinção entre o fornecimento da matéria prima pela natureza e os instrumentos que a pessoa tem que usar para transformar aquela matéria. "Essa matéria esta diante de todos; todas as pessoas a vêem, tocam, amam, mas não a conhecem. Ela é gloriosa e vil, preciosa e insignificante, e é encontrada em toda a parte... Para resumir, nossa Matéria tem tantos nomes quantas são as coisas do mundo; eis porque o tolo não a conhece" (The Hermetic Museum, 1:13) Temos aqui praticamente um anátema dentro da Alquimia dizer que a matéria prima está em todo lugar, que ela é uma coisa muito simples mas ao mesmo tempo muito profunda, e o tolo não a conhece porque justamente ela esta diante do seu nariz e ele não a enxerga, e nós vemos que a natureza humana é exatamente isto.
Apesar de sermos humanos, às vezes consideramos esta natureza como algo vil, mas quando vemos um ser humano muito avançado achamos que ela é uma coisa muito gloriosa. Quando nós falamos de um Jesus, de um Conde de Saint Germain, de um artista ou de um filósofo, a natureza humana se nos aparece como algo maravilhosa, mas quando se trata de um gari ai na rua coletando lixo nós achamos ser ela uma coisa vil. E a matéria prima da alquimia é exatamente isto, e agora nós vemos isto mencionado de uma outra maneira: "Há em nossa química certa nobre substãncia, em cujo princípio a aflição rege com o fel, mas em cujo final o júbilo rege com a doçura." (Jung, Psychology and Alchemy, CW 12, 387) Este é outro anátema da Alquimia.
Ele afirma que o começo da obra é "doloroso", ele é amargo, mas o final da obra é de uma extrema doçura, de uma profunda alegria. Os alquimistas todos usavam estas expressões justamente para transmitir para pessoas que tivessem ao menos um pouco de penetração no mundo oculto, pois para a pessoa que estivesse querendo o sentido literal ela já iria descartar isto na primeira frase.
Resumindo, nós podemos dizer o seguinte: A matéria prima da alquimia é também a matéria prima da Yoga, do cristão, do espírita, é a matéria prima do teosofista, porque nós vamos estar tratando da transformaçãp da nossa psiqué, da nossa alma em algo divino. Então nós podemos adotar "n" simbolismos para isso. Podemos adotar o simbolismo cristão, o simbolismo do espiritismo, o simbolismo mucúlmano, e o simbolismo alquímico, mas sempre trataremos sobre a transformação desta nossa natureza em algo maior, em algo mais aprofundado. A psicanálise e psicoterapia são hoje basicamente isto. O que se tem hoje de mais avançado na psicologia também é a busca por uma natureza que nós perdemos dentro do nosso ser. Jung, dentro de sua psicologia, verificou que na evolução da psiqué da pessoa, principalmente através dos desenhos que as pessoas fazem desde a tenra infância, ele notou que os primeiros desenhos que as crianças fazem, dentro de uma média geral, representam sempre um círculo; é o que ele chama de o primeiro e mais importante arquétipo que o ser humano emana. Posteriormente os desenhos mostravam a emergência de um ser desde este círculo; porque o círculo é a totalidade, ele é, digamos assim, a plenitude, de onde tudo provém; então o religioso vai chamar isto de Deus, o místico vai chamar isto de divindade, o yogue vai chamar de nirvana, como o budista, e cada um de nós veio desta totalidade. Uma das coisas em que Jung é mais criticado é porque justamente ele advoga o seguinte: de que nós temos alguma coisa dentro do nosso ser que nos precedeu, que precedeu nosso nascimento físico. Eu sei que aqui nesta sala em que as pessoas são predominantemente reencarnacionistas isso não é novidade nenhuma, mas neste nosso mundo materialista você dizer que alguma coisa precede a pessoa, que é justamente o que Jung advoga, [apontando para a figura 1] o que ele chama aqui de o "Si-Mesmo", ou no original em alemão é "selbest"; ou seja, existe uma consciência muito grande, enorme, que emana quando há o nascimento de uma pessoa, o indivíduo é uma subdivisão deste grande círculo, desta grande natureza. A evolução que existe dentro deste esquema é o seguinte: o nosso "eu" nasce dentro deste grande "Si-Mesmo", dentro desta grande consciência cósmica, podemos dizer assim, --e daqui a pouco vocês vão entender o que isto tem haver com a Alquimia--; a criança nos primeiros anos ela está completamente mergulhada nesta totalidade, e é por isto que quando ela pega na caneta a primeira coisa que ela desenha é o círculo, não porque ela não tenha coordenação motora, mas sim porque ela quer representar que ela é um todo, que ela é o centro do universo, a coisa máxima, tanto é que as relações que ela vai ter com o meio ambiente são sempre relações frustrantes; ela vai aprendendo que precisa chorar para se alimentar, tem que manifestar que está com fome... com o passar do tempo esse "eu" vai saindo da totalidade e ele vai se projetando, [mostra a figura 2] e durante a infância e a adolescência nós perdemos aquele conceito de que éramos o centro do mundo, que podíamos fazer tudo que quissémos, que nossos país nos dariam tudo que poderíamos querer, nós vamos perdendo isto.
Tanto há que existem tipos psicológicos, que são identificáveis na psicologia, que não vencem essa separação. Ai temos o chamado "eu inflacionado"/"ego inflacionado". No final do processo teremos dois centros separados de consciência, teremos a totalidade, o "Si-Mesmo", e você vai ter o seu "eu" separado, [mostrando a figura 3], e isto seria a descrição de quando atingimos a fase adulta. Só que acontece o seguinte, nós sempre nos lembramos que viemos desta totalidade, sempre nos lembramos disto. Aqui temos que nos remeter a passagens como a do VITRIOL, que diz que "devemos visitar o centro da terra, e nos modificando encontraremos a Pedra Oculta". Tomando o simbolismo cristão, há a passagem em que um indivíduo se aproximou de Jesus e perguntou: "Como faço para atingir esta elevação?", "Você tem que nascer de novo, da água e do espírito"; "Mas como nascer de novo, entrando novamente na barriga da minha mãe"? A resposta é que deveria nascer de novo da "água e do espírito", e aqui ele forneceu uma chave alquímica para ele.
A água certamente não é mergulhar numa piscina e sai do outro lado e dizer que nasceu de novo, é uma transformação que a pessoa iria ter que passar. Isto é recorrente também nas tradições místicas, a necessidade de fazer "iniciações" com a pessoa para ver se ela se "lembre", que ela atinja este estado original, um estágio de totalidade. E o estágio de totalidade, que é o novo nascimento, ele é exatamente a descoberta da "Pedra Oculta". E pelo fato de ser realmente muito difícil você nascer de novo, porque não dá mesmo para reentrar na barriga da mãe, é que se estabeleceram todas as operações alquímicas de maneira a você ter consciência de novo de que você pertence a uma grande totalidade. Se prosseguirmos este esquema [mostrando a figura 4] chegaremos ao ponto em que teremos um quadro totalmente desconectado. O Si-Mesmo, que podemos chamar de "Alma" e o "eu", ou a "personalidade", e o termo personalidade é muito apropriado porque persona quer dizer "máscara", então isto que somos aqui é uma "máscara" que colocamos sob esta coisa maior que está por trás de nós, para conseguirmos nos comunicar, nos manifestar, mas de certa forma nós nos lembramos de que somos uma coisa maior. E a Alquimia visa fazer com que a pessoa retorne aquela situação integrada, mas voltar conscientemente. Deste quadro emergem vários tipos psicológicos, mas podemos antever dois tipos bastante característicos; A pessoa "inflacionada", o "eu" inflado.
Nós até brincamos aqui que a primeira coisa que acontece quando a pessoa conhece estes assuntos esotéricos, ela começa a pegar vários livros, o que acontece? Ela infla. A pessoa passa a ter a "Síndrome do Poder Oculto". Ela começa a ler uma série de coisas, poderosas, personagens históricos que tinham poderes, de outros planos de existência, a pessoa se "incha". Através daquela informação ela fica assim como se tivésse [realmente] aqueles poderes daquilo que ela leu. Esse período é deverás perigoso, porque a pessoa pode entrar numas coisas perigosas. A pessoa se convence a ir em determinados grupos porque ali há coisa do tipo "magia sexual", uma coisa "muito forte", acaba até se "estrepando", porque a pessoa acha que é toda poderosa, porque ela entrou num estágio como se estivesse voltando naquela onipotência que ela tinha. A pessoa que confia em demasia em si mesma enfrenta este problema também. O "eu" se imagina onipotente.
É óbvio que há determinados momentos em que você precisa prinunciar o seu "eu". Não vamos pregar aqui que a pessoa deva afirmar para si mesma que não "seja nada" e se "anular", não é isso. Daqui advém toda a questão hindu de "Maya", a "ilusão da existência", em que a pessoa pode se iludir e achar que é toda poderosa. O Outro caso é este aqui: [mostra a figura 4] É a pessoa desconectada. Esta pessoa perde uma coisa que é muito importante em nossas vidas, que é o "significado". Quando a pessoa perde o "contato" [vide linha da figura 3], a vida perde o seu sentido, e pessoa cai em mil questionamentos sobre a "utilidade" da vida. É a mais clássica descrição da alienação. A pessoa cai em depressão, e dificilmente você conhece um esoterista que não tenha caído neste estágio. As igrejas procuram pessoas que estejam exatamente neste ponto, pessoas alienadas, pessoas que estejam com problemas de todas as ordens. Eles irão fazer um "remendo" que irá repor de certa forma algo da "conexão" com a parte superior do indivíduo.
Aquela doutrina religiosa que ela vai aprender naquela Igreja irá fazer este arremedo, e através de várias catarses emocionais, ela vai então quase conseguir se reunir consigo mesmo. O processo alquímico é realizar exatamente isto: [mostra a conexã das duas esferas na figuras 3] A pessoa tem que ter um "eu" bem definido, um "eu" cultuado e ter também a consciência de que ela é uma coisa muito maior, que é a sua Alma, o seu Espírito. Como esoteristas temos que reconhecer a existência de nossa personalidade e do nosso ser espiritual. Essas duas dimensões juntas é que vão levar o indivíduo a integração. Há visões metafísicas avessas à isto, onde há uma deênfase na personalidade, que deve ser deixada "de fora". São verdadeiras "lavagens cerebrais", às vezes. Há movimentos que fazem exatamente isto. Raspando a cabeça do indivíduo, trocando-lhe as vestes e o nome, fazendo-o entrar em ritos e vida coletivos, fazem uma verdadeira "sujeira cerebral" ao invés de uma "lavagem". Há grupos em que o líder, num grupo de 20 mil pessoas, decide quem vai casar com quem, em que dia, e em que dia eles terão a primeira relação sexual. Analisem se estas 20 mil pessoas estão ou não com a "cabeça feita" por este fulano?
O alquimista, através da descoberta da "materia prima", que é o seu interior, ele vai começar a reconhecer o seu "inconsciente". Ele tem que se integrar com os seus sonhos, a verificar as influências subjetivas que envolvem sua vida, e ter muito nítido o "eu", a personalidade que ele é, e ele faz o que quiser com esta personalidade, e a dimensão superior. Jung chama a esta pessoa de o "ser individuado", tanto que o objetivo da psicoterapia Junguiana é "individuar" a pessoa. A pessoa se reconhecer como um "eu" e uma coisa maior, que é sua dimensão religiosa, sua dimensão espiritual, só que estas duas coisas são bem distintas. Tanto é que para aquele religioso que diz que seu "eu" sumiu [rindo], ele "sumiu" mesmo! Pois esta completamente fora do eixo. E o outro lado, a pessoa materialista que acha que é só o "eu", que afirma que "religião? Esquece isto", pessoas que nem "sonham" mais, e que acham que religião é tudo "balela", estes dois extremos do totalmente religioso e totalmente materialista, estas extão identificadas com realidades separadas, quando o alquimista, o esoterista, o alquimista, é aquele que "junta" estas duas dimensões "conscientemente". E com a abertura da consciência, ela vai paulatinamente sabendo cada vez mais o que tem dentro dela, e isso é que é o importante.
O esoterista que se enche de livros, e não consegue vencer o nível intelectual e reconhecer principalmente o seu inconsciente, que é para onde tudo o que nós reprimimos vai, nós não conseguimos realizar a "Obra". Caso não fosse este o caso,[se não desse essa introdução], como poderia falar aqui de operações complexas como a "mortificação", que pode levar a pessoa a se auto-iludir, se auto aniquilar. A pessoa alienada é um ser tão complicado que no tratamento psicológico ela passa pelos processos da "projeção" e da "transferência", que ela se espanta que o psicológo a ouve e aceita. Com o passar do tempo no tratamento, o indivíduo é conduzido a reconhecer que a "aceitação" deve vir do seu interior, que ela vai se "auto-integrar".
No caso da religião, que é uma Alquimia, uma psicologia, para o povo, o processo sumariza-se para a multidão, onde o processo individual cede lugar ao coletivo, onde a aceitação provém de "Deus". E os processos de projeção e transferência levam o indivíduo, enquanto crê naquela religião, a atingir algum nível de "integração". Mas o alquimista verdadeiro ele não pode se limitar a isto. Ele não vai negar a existência cósmica, o que ele precisa descobrir é como essa Inteligência se manifesta "dentro" dele. As operações alquímicas vão levar a pessoa paulatinamente, e à partir do momento da verificação da "materia prima".
E poderíamos falar algo mais sobre a "matéria prima". Ela normalmente é "negra"; escura"; "vil". E apesar de seu final ser glorioso, ela é repulsiva. E então a primeira materia prima que cada um deve tomar são seus defeitos, seus defeitos de caráter, de personalidade. A imagem do laboratório alquímico é dominada por uma grande "cuba" onde os elementos ficam cozinhando, literalmente em "banho maria". A substância fica tão preta que aparentemente dali não vai sair nada... Mas é exatamente isto. E os psicólogos fazem o mesmo. Analisam os "problemas", a "face escura" dos pacientes para que eles atinjam a sua "face clara".
segunda-feira, abril 10, 2006
Mitologia - Medusa

Mitologia - Medusa
Bem... embora existam controvérsias, vamos ouvir a história toda assim vocês podem julgar melhor. Diodoro o historiador, nos conta que existia uma Tribo das Górgonas, um povo belicoso, semelhante às amazonas, que habitavam um local nos confins do pais dos atlantes. Estes que haviam sido conquistados pelas amazonas, obrigaram a Rainha Mirina, a atacar as Górgonas, que eram incômodas vizinhas. As amazonas venceram e aquelas logo se recompuseram da derrota e mantiveram seus costumes até serem finalmente derrotadas, sendo atacadas primeiro por Perdeu, que matou sua rainha e em seguida por Hercules.
Porém existem outras histórias, que a única mortal das 3 Górgonas, Medusa havia trocado sua imortalidade pela beleza, numa troca de favores com Zeus. Aí enquanto Medusa, se vangloriava de sua divina beleza, dizendo que embora fosse mortal tinha o rosto lindo e que seus cabelos que caiam encaracolados até quase tocarem o chão, que fazia com que as deusas a invejassem. Principalmente Athena, que com as mãos calejadas de carregar lança e escudo, cabelos cortados reste quase como o de um homem e a ausência de seios o que transformava Athena em um mostro parecido com Esteno e Euríale, suas irmãs imortais. Um dia quando Athena passeando por sobre a terra ouviu uma destas provocações de Medusa, a transformou num monstro, por sua feiura, pois ela continuava linda, mas pelo asco que causaria, transformando sua linda cabeleira em peçonhentas serpentes. Claro que vocês vão me perguntar, mas porque então Medusa transforma as pessoas em pedra ? E eu respondo, calma ainda não contei todas as versões da história, existe uma, a mais tenebrosa, é que ela era feia e imortal como suas duas irmãs Esteno e Euríale, tinham cabelos desgrenhados tinham grande presas semelhantes aos javalis, mãos de bronze e asas de ouro que permitiam que voassem. Medusa não se conformava por ser daquela forma, afinal ela era como suas irmãs, possuíam poderes anteriores aos deuses olímpicos, elas pertenciam aos poderes ctônicos que comandavam o planeta antes da subida dos olímpicos ao trono dos deuses. Foi por isto que ela consegui efetuar a Troca, da sua imortalidade pela beleza. Com sua Beleza, Medusa conseguiu chamar a atenção de deuses e homens, e imaginando que com Possêidon, irmão de Zeus, talvez fosse possível recuperar sua imortalidade e manter a beleza.
Bem, o que conto a vocês é a vós corrente, pode que as coisas não tenham acontecido Esteno e Euríale, bem assim, pois como sempre só temos o relato dos vencedores, então ficamos apenas com meia verdade, sempre. É até provável que Medusa com sua desmedida beleza e com seus lindos cabelos, apenas passeasse pela beira do morro com vista para o mar, como também, no alto deste morro existia um templo dedicado a Athena. E tudo não passou de uma coincidência.
Porem eu não acredito em coincidências e misturo as versões anteriores em uma só. Medusa, provocou mesmo Athena, afinal um horrível ser das profundezas da terra, quando consegue a beleza, vai sim querer sair se mostrando. Imagine você, se eu ou você de uma hora pra outro ficássemos lindos , você minha querida leitora , não sairia correndo para se mostrar para todo mundo, e ainda mais para aquelas garotas bobas do trabalho ou da faculdade que te esnobavam. Pois é o que sentia uma antiga força ctônica, perante aos imortais, eles geralmente feios, com suas formas ligadas a natureza, e os olímpicos com sua perfeição física e beleza divinos. Eu com certeza faria isto.
Pois é Medusa também, e lá ia ela toda faceira em busca de olhares de admiração, passeando pelo caminho que levava ao templo de Athena que ficava sobre um outeiro frente ao mar, é claro que deve ter pensado que ela era realmente mais bonita que a deusa. Mas isto não vem ao caso. Quando chegou ao templo, estava quente e o sol estava forte, ela resolveu se sentar um bocadinho. Foi seu erro. Possêidon, que vinha acompanhado o andar de Medusa, já havia algum tempo, quando a viu sentada no templo, elevou-se como uma onda e caiu sobre Medusa, que quando percebeu já estava envolvida pelos fortes braços do senhor dos cavalos, e envolvida pelo momento se entregou ao prazer. Bem vocês sabem que coito divino é demorado, e eles passaram mais de um dia enlaçados, no interior da Deusa Virgem, que quando soube do ocorrido, não se voltou contra o seu tio crônica, mas sim contra a Medusa, e mais uma vez a deusa da sabedoria lançou aqueles seus julgamentos machistas, primeiro foi no julgamento de Orestes, acusado de matricídio, Athena não o condenou pois não sabia o que era mãe, já que nascera da cabeça de seu pai. E contra Medusa ela deixou toda a culpa para a mulher, que se não tivesse se insinuado, com aqueles cabelos que voam ao vento. Transformou os cabelos dela em serpentes, e para que ela jamais tivesse outro amante, ficou a maldição de que quem olhasse nos olhos de Medusa, seria transformado em pedra. O resto creio que todos sabem, Perseu filho de Zeus e Danae, com o auxilio de Athena e Hermes, matou a Medusa cortando a cabeça dela usando um espelho para não olhar diretamente nos olhos dela. E depois a cabeça que não tinha perdido o poder de transformar quem a olhasse em pedra, foi colocado no escudo de Athena. Onde dizem continua até os dias de hoje.
Alguns ainda falam e estudam este poder de transformar aos outros em pedra, como Jean Pierre Vernant, no Livro, A Morte nos Olhos, afirma:
" A face de Gorgó é uma máscara; mas em vez de ser usada para que seu portador imite o deus, esta figura produz o efeito de máscara simplesmente olhando-nos nos olhos. Como se esta máscara só tivesse deixado nosso rosto, só se tivesse separado de nós para se fixar à nossa frente, como nossa sombra ou nosso reflexo, sem que nos possamos livrar dela. É nosso olhar que se encontra preso à máscara. A face de Gorgó é o Outro, nosso duplo, o Estranho, em reciprocidade com nosso rosto como uma imagem no espelho (esse espelho em que os gregos só podiam ver-se de frente e sob a forma de uma simples cabeça), mas uma imagem que seria ao mesmo tempo menos e mais que nós mesmos, simples reflexo e realidade do além, uma imagem que se apoderaria de nós, pois em vez de nos devolver apenas a aparência de nosso próprio rosto, de refratar nosso olhar, representaria, em sua careta, o horror terrificante de uma alteridade radical, com a qual por nossa vez nos identificaremos, transformando-nos em pedra." Bem só para lembrar e finalizar, quando Perseu cortou o pescoço de Medusa saiu por ele como um parto as avessas, Pegasus o cavalo voador, filho dela e de Possêidon.
domingo, abril 09, 2006
Pegasus, o Cavalo Alado da Mitologia

A IMAGEM MENTAL E O SÍMBOLO
Pegasus, o cavalo alado da mitologia
Imagem mental são todas as imagens que a mente produz. Se você imaginar um avião, um passarinho, ou outra coisa qualquer, você estará produzindo uma imagem mental. Essa imagem pode ter som, movimento, cores, temperatura, etc, ou seja , ela pode ter todas as características que a realidade material tem.
Quando uma imagem é apenas uma imagem, sem uma história que a contextualize, ela é apenas rememoração, lembrança. Você se lembra de uma imagem, depois de outra, depois de outra. Se você experimentar ficar lembrando de coisas, vai reparar que chega um momento em que isto vai ficando cada vez mais difícil. Sua mente se cansa. Isso acontece porque nossa mente sempre procura trabalhar com imagens interligadas. Ela procura dar um sentido para as imagens. Exemplo: se você imagina um avião, sua mente imediatamente poderá fazer você se lembrar de quando era pequeno e ia ao aeroporto com seu pai. A partir daí sua mente começa a recriar ou criar uma história.
A mente organiza as imagens mentais colocando-as dentro de uma história ou de um contexto, isto quer dizer que nossa mente é composta por milhares de histórias que são criadas, recriadas, relembradas, esquecidas, de acordo com o momento que a pessoa está vivendo. Essas histórias são compostas de um tema central, de personagens principais e secundários, e de acontecimentos que vão se desenrolando. O tema central é o eixo da história. No exemplo do avião, a história que surgiu teve como tema central a relação pai-filho. Na imensa maioria das vezes o tema central permanece o mesmo, mesmo que a história em si mude. Ou seja, a história do exemplo do avião poderia ter um final feliz ou triste, poderia ter vários acontecimentos, e mesmo assim continuar tendo como tema central a relação pai-filho. Quando analisamos o desenrolar das histórias notamos que algumas situações, personagens, objetos, etc, tornam-se tão importantes que o enredo ( no todo ou em parte ) se desenvolve ao redor deles ou quando eles aparecem mudam o curso da história. Esses são os símbolos. O passeio com o pai no aeroporto pode ser simbólico, pois aí pode estar simbolizada a saudade da infância, a proteção do pai, seu amor e muitas outras coisas, o que torna esta situação central na história que a mente construiu e que tem como tema a relação pai/filho. As bruxas dos contos de fadas também são símbolos, pois elas simbolizam o desamor, a inveja, o desejo de prejudicar os outros, a decadência física, a infelicidade, etc, e sempre são uma figura central na história.
Podemos dizer que algumas imagens mentais são especiais, porque são símbolos. Todo símbolo é uma síntese da união de vários conteúdos ( veja quantas coisas as bruxas simbolizam ). Esses conteúdos têm origem na consciência e no inconsciente. Portanto, uma outra característica dos símbolos é que eles, apesar de estarem na consciência, possuem uma estreita relação com o inconsciente. Esse é o motivo pelo qual, geralmente, os símbolos são tão difíceis de serem compreendidos, como no caso da planta que aparece em um sonho e que é um símbolo da relação mãe-filho.
Como você já aprendeu, os símbolos são imagens poderosas e exercem grande influência sobre a consciência. Uma parte deste poder advém do fato deles serem uma síntese de diversos conteúdos. Outra fonte deste poder vem do fato dos símbolos serem energeticamente fortes. Parte da energia e dos conteúdos que criam e mantém a força de um símbolo tem origem nos estratos mais profundos da mente, que nós chamamos de arquétipos do inconsciente coletivo*. Esses arquétipos são os responsáveis por estruturar a mente desde os primeiros momentos de vida, e se utilizam dos símbolos para promover esta estruturação.
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* Os arquétipos "são as partes herdadas da psique, são padrões de estruturação" e organização do imaginário psíquico, "são entidades hipotéticas irrepresentáveis em si mesma e evidente somente através de suas manifestações." ( Pag. 38, Dicionário crítico de análise Junguiana, Samuels, A. & outros, Ed. Imago )
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Existem inúmeros arquétipos, como o arquétipo do pai, da mãe, do herói, etc. Cada tema central de uma história se refere a um arquétipo específico. Porém, todo arquétipo possui várias dimensões ( neste estudo consideraremos como sendo de dois tipos: positiva e negativa ). Cada dimensão faz com que nossa mente conte uma história diferente a respeito do mesmo tema. No exemplo do avião podemos supor que o arquétipo que estava em evidência era o arquétipo do pai, na sua dimensão positiva, por isto surge um símbolo positivo e consequentemente uma história, sentimentos e lembranças positivas. Imaginemos essa mesma pessoa vivenciando a dimensão negativa do arquétipo do pai. Ela iria organizar e interpretar suas memórias de modo a justificar essa vivência da dimensão negativa. Ela poderia interpretar um olhar como um sinal de reprovação. Ou um toque nos ombros como um empurrão. Ou seja, todas as vivências e memórias relacionadas ao tema da paternagem gravitam em torno do arquétipo do pai, sendo que a dimensão que prevalecer é que dará a forma como essas memórias e vivências serão organizadas. Se prevalecer a dimensão negativa será com esses "olhos" que a pessoa irá organizar e, por fim, enxergar esse aspecto da vida. Os arquétipos são iguais para todo mundo, porém, nossa relação com o mundo, com nós mesmos, com nosso corpo e com nosso futuro vai depender da dimensão que nós vivenciamos de cada arquétipo.
Com a técnica da Alquimia Simbólica você poderá vivenciar dimensões diferentes dos arquétipos e desta forma mudar sua vida, pois a mudança acontece a partir do momento em que você, ao estabelecer contato com as outras dimensões do arquétipo, "libera" a energia e os símbolos relacionados a esta outra dimensão para agir na sua mente. Se uma pessoa vive o arquétipo do pai pela dimensão negativa ela pode muito bem, ao entrar em contato com os símbolos que este arquétipo produz, conseguir vivenciá-lo na sua dimensão positiva. No exemplo do sonho da planta aconteceu o processo citado acima, a pessoa vivenciou a dimensão positiva do arquétipo da mãe e assim ela pôde começar a deixar de viver apenas a dimensão negativa deste arquétipo.
Repare bem: para a pessoa vivenciar a dimensão positiva do arquétipo da mãe, foi necessário que um símbolo ( a planta nutridora ) emergisse em sua consciência. Portanto, a forma como os arquétipos se expressam é através de símbolos.
GRÁFICO 3: O MAPA DA MENTE
Este gráfico revela que o inconsciente coletivo é a base da mente e que os arquétipos fazem parte deste inconsciente coletivo. Os símbolos têm origem nos arquétipos do inconsciente coletivo, atravessam o inconsciente pessoal agregando conteúdos desta parte da mente, para só então chegar à consciência onde agregam mais conteúdos. Devido a sua formação, os símbolos estão relacionados com todas as partes da mente e ao trabalharmos com os símbolos estamos trabalhando com a mente por inteira.
Agora você sabe não só que os sonhos rompem com a unilateralidade da consciência, mas também como os sonhos fazem para romper com esta unilateralidade. Podemos explicar da seguinte forma este processo: a consciência é unilateral, pois existem dimensões dos arquétipos ou mesmo arquétipos que a pessoa não vivencia ou vivencia de forma inadequada. Graças a propriedade auto-reguladora da mente o equilíbio psíquico tende a ser buscado, ou seja, o inconsciente reage buscando compensar este desequilíbrio. Uma das situações onde esta compensação é buscada é durante os sonhos. Neste momento, quando vivemos em um eco-sistema diferente, as outras dimensões não vivenciadas encontram melhores condições para se expressarem. Elas se expressam sob a forma de símbolos ( geralmente como imagem ) que se mantém na consciência porque possuem a energia das dimensões que os criaram. Estes símbolos se relacionam com outros conteúdos da consciência, transformando-a.
O trabalho com a Alquimia Simbólica consiste em utilizar as imagens dos sonhos para provocar uma revivência deste sonho, permitindo que as energias destas imagens ganhem autonomia e recriem uma história onde será possível vivenciar as outras dimensões arquetípicas que foram até então negligenciadas.
Je
Textpo retirado do site da Sociedade Teosófica
PEGASUS - O Mito
Perseus era um jovem corajoso que recebeu uma tarefa impossível do rei da ilha de Serifos, Polydectes, de trazer-lhe a cabeça do temido monstro marinho Górgona Medusa. Usando as sandálias aladas, presentes de Hermes, o escudo, presente de Athena, e o gorro da Invisibilidade, presente de Hades, Perseus voou, sem ser visto, até o lugar onde estava Medusa e suas duas irmãs, dormindo ao lado das já carcomidas estátuas dos outros heróis transformados em pedra por seu olhar. Olhando apenas para o reflexo da Medusa no seu escudo, Perseus arrancou a foice, cortou a cabeça da Górgona Medusa e a jogou na rede. Do seu sangue nasceu o maravilhoso cavalo alado, Pegasus. Pegasus, filho de Netuno e de Medusa, foi domado pelo herói Bellerophon, honrado em Corinth e Lycia, usando uma rédea doada por Athena, deusa da sabedoria. Pegasus se tornou a montaria preferida de Bellerophon que o cavalgou quando foi matar a Chimera (Quimera), monstro com cabeça de leão que expedia fogo, e tinha corpo de bode e rabo de serpente. Bellerophon matou-a, atirando uma lança em sua garganta. A lança tinha um pedaço de chumbo na ponta que derreteu com o fogo da respiração de Chimera, queimando-a por dentro. Bellerophon era um homem tão grande que acabou se achando igual aos deuses. Ele foi com Pegasus até o Monte Olimpo desafiá-los. Mas Zeus mandou uma vespa ferroar o animal que corcoveou, atirando Bellerophon na terra, onde ele terminou seus dias como mendigo. Quanto a Pegasus, Zeus começou a usá-lo para carregar seus raios. De volta à morada dos deuses, e durante o certame musical entre as Musas e as Piéridas, o monte Helicom inchou-se de prazer, ameaçando tocar o céu. Por ordem de Netuno, Pegasus bateu com o casco na montanha e a fez retornar ao tamanho normal; no lugar tocado pelo cavalo brotou a fonte Hipocrene. Mais tarde, Pegasus foi transformado em constelação do hemisfério boreal, onde brilha até hoje no chamado quadrado de Pegasus.
sábado, abril 08, 2006
Os Milagres de Santa Sara Kali

Os Milagres de Santa Sara Kali
Por André Mantovanni
A História de Santa Sara Kali
Muitos são os milagres que fazem de Santa Sara uma divindade, uma santa reconhecida por milhares de pessoas que recebem suas graças e proteção. A devoção à Virgem negra que protege e acolhe o povo cigano hoje é celebrada por diferentes raças e povos de diversas partes do mundo.
Mas a vida de Sara ganhou numerosas lendas, versões e histórias misturando verdade, encanto e magia. Uma delas é que Sara vivia na Gália e que sua conversão ao Cristianismo aconteceu por conta de sua fé e amor incondicionais a algumas santas, tornando-se assim uma serva fiel aos desígnios divinos. Com uma vida voltada à religiosidade, tornou-se santa.
Outra lenda é que Sara tenha sido uma egípcia e que teria vivido como abadessa num convento da Líbia, dedicando seu destino aos preceitos da espiritualidade. Mas, para os ciganos, Sara era uma cigana escrava que venceu a força tempestuosa dos mares por meio de sua fé. Conta a história que por volta dos anos 50 d.C., Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com uma cigana escrava chamada Sara, foram atirados ao mar num barco em condições precárias e aparentemente sem chance alguma de sobrevivência.
Angustiadas e aflitas, as três Marias apenas oravam e choravam pedindo proteção. A devoção de Sara era maior do que o medo. Elevando suas preces, Sara retira o lenço de sua cabeça e promete ao Mestre Jesus que, em troca da salvação de todos, ela seria, durante sua vida, uma serva que trabalharia arduamente para felicidade do próximo.
Parece que naquele instante o pedido de Sara foi atendido, pois o barco sem rumo atravessou o oceano dias e dias tranqüilamente, aportando dias depois com todos salvos em Petit Rhóne, hoje onde se encontra a cripta de Santa Sara, conhecida como Les Maries de La Mer, na região de Camargue, no sul da França. Essa historia e muitos milagres fizeram com que Santa Sara se tornasse a padroeira universal do povo cigano.
Seu nome significa Cigana e Negra, Princesa e Serva. Sara é a santa dos oprimidos, acolhe os perseguidos e humilhados, traz proteção aos viajantes e aos doentes, e paciência aos aflitos. Ela também é invocada para ajudar as mulheres a alcançarem a maternidade, a boa saúde durante a gravidez e auxiliar no bom parto.
A sua proteção também confere prosperidade, amor e vitória para qualquer dificuldade. Emanando sua energia de amor, protege também os casamentos e as noivas em especial. Sara, mãe e rainha, é a santa protetora vinda das águas que conquistou o milagre do mar!
Os Rituais de Magia Branca
Em toda a evolução da humanidade, é certo constatarmos que, de alguma forma, sempre buscamos uma maneira de nos comunicarmos com o plano espiritual. Apoiados em nossa fé, queremos encontrar um caminho que facilite o entendimento e a compreensão dos mistérios divinos e expressar nossas súplicas e desejos para realização de nossa plenitude. Quando oramos, falamos com Deus e quando meditamos ouvimos e recebemos Sua proteção.
Ao conectarmos energias superiores, estamos imediatamente realizando um ato mágico. A magia branca é a forma que dispomos de colocar a luz do bem para funcionar em nosso destino. É colocar toda sabedoria do universo à nossa disposição. Quando realizamos uma invocação, um ritual ou um pensamento que nos direcione ao lado positivo da vida nos tornamos então magos de nossa existência. Devemos partir do princípio de que tudo é energia viva e criativa e, ao colocarmos forças soberanas para nos orientar e nos auxiliar, encontramos a paz interior.
Mais particularmente, os rituais e as invocações à Santa Sara devem ser feitos com a mente livre, com o coração aberto e com a alma plena de amor. Tenha a Santa Sara como uma verdadeira amiga, alguém que se pode confiar, uma mãe acolhedora que está sempre pronta para ajudar os seus filhos. Não tenha receio de revelar as suas dores, as suas aflições e as tristezas interiores, mas também não esqueça de agradecer por todas as coisas boas que cercam sua vida.
Celebre a vida com amor e lembre-se de que suas graças terão exatamente o tamanho do seu merecimento. De nada adianta pedir por algo e tentar anular a sua responsabilidade diante de seu caminho.
Altar — A Visita de Santa Sara
Para receber a visita de Santa Sara em sua casa e em sua vida, procure montar um altar em sinônimo de respeito e adoração. A palavra “altar” significa tudo que vem do alto ou o que está acima de nós. Quando preparamos um altar, estamos sintonizando energias superiores e elevadas capazes de nos proteger e ao mesmo tempo materializar um desejo espiritual de concentrar em um determinado lugar a nossa comunicação com a divindade.
Num local especial de sua casa, prepare o altar de Santa Sara com uma toalha branca, flores amarelas, uma cesta de pães, frutas, uma taça de vinho tinto, uma vela azul clara, um punhado de arroz cru, moedas douradas e incenso de rosas. Coloque também cristais e uma imagem de Santa Sara Kali. Lembre-se que esse altar deverá sempre ser bem cuidado, limpo e organizado em sinal de sua fé, dedicação e devoção.
Todo dia 24 de cada mês, em qualquer horário, você deverá fazer uma invocação especial diante de seu altar, pedindo proteção para sua família e oferecer um pedaço de pão e três goles de vinho para todos que morarem em sua casa. Ao partilhar o pão e o vinho, saiba que a proteção de Santa Sara estará presente na vida de todos e que milagres acontecerão. A comemoração em homenagem a Santa Sara Kali acontece no dia 24 de maio em todo o mundo.
Os Milagres do Manto de Santa Sara
Segundo a tradição cigana, quando um milagre é concebido por Santa Sara, em sinal de respeito, gratidão e admiração, eles entregam à ela um manto azul claro em seu altar, em uma igreja ou em suas festas que celebram a proteção de Sara Kali.
Essa tradição é seguida até os dias de hoje por todas as pessoas que alcançam graças e milagres por intermédio de Santa Sara. Quando seu pedido for atendido, entregue da mesma maneira um manto azul claro em sinal de sua gratidão.
Esse manto poderá ser colocado na imagem de Santa Sara em seu altar ou entregue num altar de uma igreja de sua devoção.
Ritual para o amor
Santa Sara pode nos trazer amor, proteger os relacionamentos afetivos e favorecer as uniões e alianças sentimentais. Você poderá fazer este ritual para qualquer dificuldade que esteja sendo enfrentada em sua vida amorosa; seja para a reconciliação de um relacionamento ou até mesmo para o encontrar um verdadeiro amor.
Este ritual deverá ser feito durante três dias consecutivos, em fase de Lua Cheia. Procure criar uma corrente de proteção realizando este ritual no mesmo horário, todos os dias. Num prato branco, coloque duas velas azul-claras. Em volta delas, acrescente em forma de círculo um pouco de mel e ao lado não deixe de colocar um vaso com flores amarelas e uma vareta de incenso de rosas.
Acenda as velas e o incenso e faça uma oração à Santa Sara mentalizando seus pedidos. As velas e o incenso deverão queimar sem interrupções até o final. As sobras do ritual deverão ser entregues num local onde haja natureza.
Ritual para conquistar emprego e prosperidade
Santa Sara pode interceder por nós trazendo prosperidade e realizar milagres para nossa vida material. Ela nos abençoa com proteção, pode nos abrir caminhos e nos ajudar a vencer qualquer obstáculo ou dificuldade que nos impede de sermos felizes. Para conquistar um emprego em sua vida ou então atrair prosperidade em seu caminho, recorra à Santa Sara da seguinte maneira:
Durante sete dias seguidos, em fase de Lua Nova ou Crescente, ofereça uma cesta de pães, ramos de trigo e três moedas douradas, junto com uma taça de vinho num altar ou lugar especial de sua casa para Santa Sara. Faça a oração de Santa Sara e metalize os seus desejos de forma positiva.
Quando terminar a oração e suas preces pessoais, distribua os pães para pessoas necessitadas em sinal de agradecimento e devoção. Repita esse ritual quantas vezes forem necessárias, até que seus pedidos sejam atendidos.
As moedas deverão ser usadas como amuletos de proteção para sempre atrair prosperidade em sua vida. As sobras do ritual deverão ser entregues num local onde haja natureza.
Proteção para a maternidade
Como contam as histórias dos milagres de Santa Sara, ela promoveu seu primeiro milagre ao retirar um lenço de sua cabeça e suplicar pela proteção divina que a salvou dos perigos do mar. Desde então, todas as mulheres que encontram dificuldades para engravidar, ter uma gravidez tranqüila e um parto feliz, recorrem à Santa Sara pedindo por sua proteção e auxílio.
Quando alcançam essa graça, entregam à ela um lenço do tecido mais bonito que encontrarem em sinal de agradecimento e devoção. Da mesma maneira, quando pedir pela maternidade e for atendida, entregue num altar de uma igreja ou no altar de sua casa um lenço de tecido bem bonito e faça a oração de Santa Sara em sinal de gratidão.
Se desejar, presenteie outra pessoa que também necessite desse milagre com uma imagem de Santa Sara e peça que ela repita o mesmo ritual.
Invocação Sagrada de Santa Sara
A invocação sagrada de Santa Sara é feita em todo o mundo quando se dirigem pensamentos, desejos e pedidos à ela. Ao final desta oração, beba três goles de água ou vinho tinto mentalizando seus pedidos e celebrando a proteção de Sara Kali.
Sara, Sara, Santa e amiga Escuta-me,
eu te suplico Sara, Sara Santa e amiga
Ouve a minha voz, minha voz que reza
Tu és a protetora de todas
De todas as nossas viagens
E nós te trazemos nosso coração
Tu nos devolves a coragem, quando a infelicidade nos chega
Nós te oferecemos lindos mantos na Camargue das Santas Marias
Para nós, aqui tudo é mais belo
Porque aqui nós nos reabastecemos de vida.
Para nossa grande peregrinação tu és consagrada como uma rainha
Nós vimos aqui de tempos em tempos te provar nossa fé cristã.
Nós te confiamos nossos segredos
Nós te apresentamos os nossos filhos
Nós te trazemos belos buquês
Nós a beijamos com o coração pulsando
Hoje nós cantaremos louvores para ti
Nós dançaremos ao redor do fogo
Nós seremos uma só voz que sobe através de ti para Deus.
Salve Sara, Salve Sara, Salve Sara
Que o manto de Sara nos cubra de bênçãos
Que assim seja
Amém.
quarta-feira, abril 05, 2006
Santa Sara Kali

SANTA SARA KALI
A Cigana Escrava que Venceu os Mares com sua Fé e Virou Santa
Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.
domingo, abril 02, 2006
Kali

PORTAL DA INDIA "Kali"
KALI é a personificação da impiedosa fúria feminina e sempre deixa um rastro de destruição por onde passa. Ela é chamada de KALI pois tem o corpo negro, seu rosto é vermelho e carrega uma espada invencível. Seu cabelo é longo e totalmente desalinhado e pode ser vista nua, indicando sua liberdade e independência. Ela tem olhos sedentos de sangue, uma boca com dentes grandes e afiados, mostrando sua enorme língua. Ela tem um colar com 50 cabeças humanas decepadas, representando as letras do alfabeto Sânscrito, seus brincos são corpos de anjos, indicando que Ela está acima da luxúria. Ela tem cobras enroladas em seus vários braços e no pescoço que são usadas como armas para matar suas vítimas. As vezes KALI é vista dançando em cima de SHIVA como uma furiosa guerreira num campo de batalha matando seus adversários e tomando-lhes o sangue. Dessa forma, demostra a todos que até mesmo SHIVA é sobrepujado por sua fúria. Seus braços estão fazendo diferentes MUDRAS - posições que dizem para não ter medo pois ela é a mais querida e doce Mãe. Como Deusa da Morte, ela controla o poder do Tempo que tudo devora. Logo após as batalhas Ela começa sua eufórica dança da vitória. Com esta dança todos os mundos tremem sob o tremendo impacto de seus passos. Existe uma famosa história sobre um rei santo que foi sequestrado por um bando de ladrões para ser oferecido num sacrifício de sangue num templo de KALI. No entanto, KALI surgiu furiosa de dentro de uma de suas estátuas com sua hoste de fantasmas e demônios e pôde perceber as enormes virtudes desse rei santo. KALI então matou o líder dos ladrões e seu bando, provando que aqueles que têm boas qualidades são protegidos por Ela. As escrituras Védicas contam que quando os guerreiros vão para a luta costumam invocar o nome de KALI para o sucesso contra os inimigos nas batalhas.
sábado, abril 01, 2006
Kali - A Senhora do Fogo da Destruição

KALI, A TERRÍVEL FACE DE DEUS
No panteão das divindades tântricas, Kali é mencionada como a primeira das 10 Grandes Forças Cósmicas porque, de alguma forma, é ela que começa o movimento da "Roda do Tempo Universal". A Grande Força Cósmica Kali "devora" no final o próprio tempo (kala). O texto tântrico Nirvanatantra associa Kali com o deus supremo Brahman, representando tanto a existência absoluta como a Consciência manifesta. Este tipo de associação leva os devotos de Kali a uma adoração em um aspecto metafísico (sem nehum atributo) e em um aspecto concreto (com funções e particularidades). Em conformidade com a tradição tântrica espiritual, a Manifestação por inteiro surge da Consciência Infinita e da união beatificada de Shiva com Shakti. A função criativa é performada pelo aspecto de Shakti conhecida como Brahmani, a manutenção ou continuidade da criação é realizada por Shakti Vaishnavi. Tanto o aspecto da criação quanto o da manutenção implicam também na função da "destruição" ou "morte" de qualquer forma de Manifestação, função performada por Rudrani Shakti. Em particular, Brahmani, Vaishnavi e Rudrani Shakti são aspectos femininos dos grandes deuses Hindus da trindade da criação: Brahma, Vishnu e Rudra (ou Shiva). A existência simultânea desses três processos na Manifestação explica a afirmação tântrica que o ato da criação não foi o único e nem pertence somente a um certo momento no passado, e também, nem pertence unicamente a um certo momento no futuro; e sim, eles surgem em todo período de tempo como flashes sucedendo-se tão rapidamente que criam a ilusão de continuidade e realidade. O estado de êxtase divino (samadhi) aparece graças a uma intensa e perseverante prática espiritual, que implica na dissolução da consciência corpórea e mental em uma consciência suprema de Paramashiva (Deus, Pais Sagrado), que transcende a toda dualidade. Kali é descrita no Kalitantra como uma deusa de compleição da cor de uma nuvem escura antes da tempesade. Ela dança sobre o corpo inerte de Shiva, o casal simbolizando os dois aspectos da realidade: Shiva - o estático, aspecto transcendente que pertence à Consciência e Kali, o aspecto imanente da Consciência. Nesta representação iconográfica Shiva é branco porque ele simboliza a Luz Divina sem suporte (prakasha). Ele está inerte como um corpo morto (shava) porque na ausência de movimento e ação, a Consciência é pura, homogênea e compacta. Por outro lado, a dança da Grande e poderosa Kali Cósmica significa, por excelência, o aspecto dinâmico, ativo da Consciência Divina na Manifestação e a cor escura de sua pele indica que no processo da Criação, é Kali que "dissolve" tudo, e assim está associada com a escuridão e o vazio. Em outra perspectiva Kali é a criadora de mundos a partir das cinzas do fogo purificador da Consciência Divina, uma consciência que queimou todas as impurezas, resíduos e imperfeições de formas de manifestação. Portanto a ação de Kali está orientada para a evolução espiritual, algumas vezes induzindo impulsos dramáticos em direção da perfeição espiritual dos seres humanos. Em toda e cada situação Kali aplica um dicernimento espiritual divino. Aqueles que passam por todos os seus testes são herois espirituais (vira) e possuem a graça e benção da Grande Deusa em seu favor. No início, antes do primeiro impulso criativo se manifestar por meio do desejo Divino, a energia Divina (Shakti) está em um estado de potencialidade, perfeitamente unida à Shiva em seu aspecto transcendente. Este estado é designado pelos textos que falam da espiritualidade como sat-chit-ananda (Existência Pura, Consciência Pura, Benção Suprema). É a Suprema Shakti que assume a responsabilidade da Criaçào. Aqui a sua soberania é normalmente mencionada quando a nomeamos Adi-maha-vidya, a primeira dos Grandes Poderes Cósmicos, mas, por favor, não crie uma noção de hierarquia entre os Poderes Cósmicos. Kali é representada algumas vezes sentada em um trono dourado sustentado por cinco corpos ( como o corpo de shiva) , rodeada por árvores feitas de pedras preciosas. Aos seus pés há uma praia de areia dourada banhada pelo Oceano da Imortalidade. Kali é chamada também de Adya-shakti, em sua qualidade de poder primordial criativo. Pelo fato dela estar relacionada com o processo de Criação, ela também é nomeada Maha-maya (O Poder da Ilusão Universal). O fato dela ser representada nua significa a transcendência de todas as limitações ao se identificar com o ilimitado Poder da Consciência Divina. A ação de Kali na Manifestaçào está relacionada com a destruição e a purificaçào das funções do tempo (Kala). este aspecto é simbolizado por uma caveira humana que a Grande Deusa segura em uma de suas mãos. A própria Kali está além do tempo, mas ela usa o tempo para dissolver a Criaçào de volta à Consciência Primordial (Deus). E por isso ela também é chamada Mahakali. Em outra mão, ela oferecerá aos seus devotos, bhukti - a experiência da felicidade e satisfação neste mundo e, mukti - o êxtase divino da Realidade Transcendente. Ela destruirá o seu Ego para que você possa renascer. Um dos mais importantes aspectos de Kali é o da Deusa Durga (abaixo), a conquistadora do demônio Mahishasura. este demônio representa na tradição Hindu, a encarnação de todas as forças das Trevas. Na filosofia Vedanta há o conceito da Encarnação Divina (avatara). Uma avatara vem à Terra para levar a humanidade em direção à uma profunda transformação espiritual. Rama, Krisha, etc. foram considerados avatares do Senhor do Universo (Ishvara, ou Vishnu, o aspecto masculino da Divindade, mas para aqueles que adoram Deus em seu aspecto da Mãe Divina, protetora e poderosa, a Grande Deusa Durga representa a única avatar feminina que destroi o mal em todos os seus aspectos demoníacos e satânicos. Por isso que a Mitologia Hindu nos diz que a Deusa Invencível saiu vitoriosa em sua batalha com os demônios e seu grande soberano Mahishashura, salvando os Deuses do cativeiro e restaurando a ordem na Manifestação. O profundo significado deste mito é que existem energias boas e más nos seres humanos (simbolizadas aqui pelos deuses e respectivamente os demônios) travando uma batalha feroz por supremacia. A Deusa Durga, manifestação da Grande Força Cósmica Kali, confere graça e ajuda divina àqueles que a invocam com intensidade para que suas forças espirituais possam se desenvolver e suprimir as influências negativas mentais. Durga, A Lua Divina, destroi e queima em um fogo terrível da consciência pura, qualquer força maléfica ou resíduo de ignorância. A Sadhana Kali implica no esforço espiritual de purificaçào de todos os centros de força sutil (chakras) e na ascensãoda Energia Divina Kundalini que se encontra dormente na base da coluna espinhal no Chakra Muladhara. A ascensão da Kundalini Shakti representa um dos mais importantes aspectos da Deusa Kali. Este processo está diretamente ligado com a prática da continência sexual, com transfiguração, de acordo com os princípios tântricos.
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