quinta-feira, agosto 02, 2007

A Cerimônia Mágica

A Interpretação da Cerimônia Mágica

É divertido ao estudante da literatura Mágica, que não seja um idiota - sendo rara tal combinação - notar as críticas dos Filisteus contra a integridade de sua ciência.

Em verdade, desde a nossa infância, tem sido imposto a nós não apenas uma fé literal na Bíblia, mas também uma crença substancial nas histórias das "Mil e Uma Noites" e somente na adolescência começamos a nos libertar de tais idéias. Somos responsáveis por colocá-los, forçosamente talvez, no seu devido lugar, mostrar o que são: documentos interessantes sob o ponto de vista folclórico e antropológico e nada além disso.

Mesmo quando aprendemos que a Bíblia, após um estudo minucioso do texto, pode ser lida revelando arcanos Cabalísticos de caráter cósmico, somos muito lentos em aplicar essas conclusões na nossa versão de cabeceira, mesmo se fôssemos os felizardos proprietários da versão de Burton. (2)

Então, para mim, resta colocar as Mil e Uma Noites em seu devido lugar, mais uma vez.

Não compete a mim negar a realidade factual de todos os fenômenos "mágicos", se eles são ilusões ou apenas tão reais quanto os inúmeros fatos da vida comum e, se dermos ouvido a Herbet Spencer (3), eles são, no mínimo, evidências de alguma causa.

Essa última afirmação será a nossa base de argumentação. O que causa a ilusão da aparição de um espírito no triângulo da arte? (4)

O amador ou um expert em psicologia responderá: " A causa está na sua mente". As crianças inglesas (ao rítimo do Sistema Educacional), são ensinadas que o Universo está num Espaço infinito; as Hinduistas, no Akasa, que é a mesma coisa. Os Europeus que se aprofundaram nos ensinamentos de Fichte (5), aprendem que o Universo percebido é criação do Ego; Hindus ou Europeus que estudaram com gurus dizem que o Akasa é função do Chitakasa. O Chitakasa situa-se no terceiro olho, isto é, o cérebro. Podemos incluir esses fatos no pensamento Realista, transcendendo as dimensões mais altas de espaço. Mas não vamos criar mais problemas.

Sendo verdade no Universo por nós percebido que todas as impressões da vida dependem de mudanças na mente, podemos incluir aí ilusões, as quais são tão impressões dos sentidos quanto as "realidades" vividas, inseridas na classe dos "fenômenos dependentes das mudanças na mente". Entretanto, o fenômeno mágico, pode ser incluído numa subclasse especial, uma vez que eles são absolutos em si e suas causas sejam uma série de fenômenos "reais" chamada de operações de Magia cerimonial.

Ela consiste de:

1 – visão – o círculo, quadrado, triângulo, vaso, lampiões, robes, instrumentos etc;

2 – som – as invocações;

3 – cheiro – os perfumes;

4 – sabor – os sacramentos;

5 – toque – idem;

6 – mente – a combinação de todos esses e o reflexo dos seus significados;

Essas são impressões incomuns (1-5) que produzem mudanças mentais igualmente incomuns, gerando assim, resultados também incomuns. São projetados no mundo aparentemente físico. Nisto consiste a realidade das operações e efeitos das cerimônias mágicas e digo que a apologia é ampla, tanto aos efeitos que aparecem ao magista, visões de espíritos, diálogos com eles, possíveis choques por causa da imprudência e assim por diante mesmo o êxtase estando num lado e morte ou loucura em outro.

Entretanto, algum efeito descrito neste livro da Goetia pode ser obtido e, ainda assim, ser explicado racionalmente? Você diria que sim?

Eu posso e o farei.

Os espíritos da Goetia são parcelas da mente humana. Seus selos, então, representam (o cubo projetado do Sr. Spencer) métodos de estimulo ou regulação desses pontos específicos (através da visão).

Os nomes de Deus são vibrações calculadas para estabelecer:

(a) - controle geral da mente (estabelecimento de funções relativo ao mundo sutil);

(b) - controle sobre a mente em detalhes (grau ou tipo do Espírito);

(c) - controle de partes específicas (nome do Espírito).

Os perfumes agem através de seu odor. Normalmente, o perfume tenderá a controlar uma grane área, porém existe uma atribuição de perfumes as letras do alfabeto capacitando, por uma fórmula Cabalista, soletrar o nome do Espírito.

Não preciso entrar mais numa discussão de pontos específicos desses itens; o leitor inteligente pode facilmente completar o que está faltando.

Salomão disse:

“O Espírito Cimieries ensina lógica”.

O que eu diria é:

"Essas áreas do meu cérebro que servem as faculdades da lógica podem ser estimuladas e desenvolvidas seguindo o processo chamado 'A Invocação de Cimieries'.

E esta é uma declaração racional, puramente materialista; independe de qualquer hierarquia objetiva das coisas. A Filosofia não tem nada a dizer sobre isso; e a Ciência pode apenas interromper o julgamento, pendendo a uma apropriada e metódica investigação dos fatos alegados.

Infelizmente, não podemos parar por aqui. Salomão disse que podemos:

1 - obter informação;

2 – destruir nossos inimigos;

3 - compreender as vozes da natureza;

4 – conseguir riqueza;

5 – curar doenças etc.


Peguei essas cinco forças aleatoriamente, por questão de espaço não posso explicar todas.

1 – acessar informações do subconsciente;

2 – aqui temos algo interessante: é curioso notar o contraste entre os nobres meios e os aparentemente malignos fins. Os últimos são disfarces de sublimes verdades. “Destruir nossos inimigos” é realizar a ilusão da dualidade, excitar compaixão;

(Ah, Sr. Waite, o mundo da Magia é um espelho: quem enxerga porcaria é porcaria)

3 - Um bom naturalista entenderá muito do que os animais que estudou por muito tempo querem dizer. Até uma criança sabe a diferença entre o miado e o ronronar de um gato. Essa faculdade pode ser fortemente desenvolvida;

4 - Capacidade para lidar com negócios pode ser estimulada;

5 - Estados anormais do corpo podem ser curados e tecidos protetores podem ser reconstituídos via correntes oriundas do cérebro.

A mesma coisa para todos os outros fenômenos. Não existe efeito que seja verdadeiramente e necessariamente milagroso.

A nossa Magia cerimonial torna-se, então, uma série de experimentos objetivos, empíricos os quais, inteligentemente conduzidos, não devem ter seus resultados temidos. Eu tenho toda a saúde e riqueza e lógica que necessito. Não tenho tempo para provar. “ Um leão está no caminho”. (6) Para mim essas práticas são inúteis, mas para o beneficio dos outros menos afortunados eu as dou ao mundo junto com essa explicação e suas apologias.

Creio que a explicação capacitará muitos estudantes que, anteriormente, por uma pobreza de objetividade em seus pontos de vistas, não obtiveram resultados, a progredir, que a apologia possa impressionar os incrédulos homens da ciência, que o estudo do bacilo possa dar lugar ao do baculum(7) , do pequeno para o grande – o quão grande alguém só percebe quando associa o bastão com o Maha Lingam(8) , sobre o qual Brahma subiu a velocidade de 84.000 yojanas por segundo percorrendo 84.000 mahakalpas e no qual Vishnu desceu a 84.000 croces de yojanas por segundo percorrendo 84.000 crores de maha kalpas – ainda que nenhum deles tenha alcançado um fim.

Mas eu alcancei um fim.


Boleskine House,
Foyers, N.B.

Um comentário:

Anônimo disse...

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